Assassinato de menina de seis anos completa 30 dias e inquérito não foi concluído

Fernando Garcel


A morte da menina Tabata Fabiana Crespilho Rosa, de 6 anos, encontrada morta em Umuarama, no Noroeste do Paraná, completa 30 dias nesta quarta-feira (1º) e o inquérito ainda não foi concluído. O suspeito de violentar e matar a criança, Eduardo Leonildo da Silva, 30 anos, foi preso no mesmo dia que o corpo da menina foi encontrado.

O suspeito foi interrogado em Umuarama e Curitiba e foi contraditório em alguns depoimentos. O Ministério Público do Paraná (MPPR) solicitou que a Polícia Civil investigue a situação por acreditar que outra pessoa tenha participado do crime.

“Ele alegava que não estava sozinho, mas não queria revelar o nome de seu possível comparsa. Entretanto, ele levou a equipe ao local em que o corpo estava enterrado demonstrando que tinha perfeito conhecimento e por óbvio teria matado e enterrado a menina”, conta o delegado-chefe da Polícia Civil de Umuarama Osnildo Carneiro Lemes. Segundo Lemes, Eduardo disse nos depoimentos ao Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) que estava acompanhado de uma segunda pessoa, mas o suspeito foi descartado da investigação por ter fortes álibis.

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Desaparecimento

A menina desapareceu no início da tarde do dia 26 de setembro, após ser deixada na esquina da escola pelo irmão, de 13 anos. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, após a prisão do suspeito, que confessou o crime, ter indicado o local. Ele disse, aos policiais, que matou a criança asfixiada e depois enterrou. Exames apontaram que a menina foi abusada sexualmente antes da morte. Ele foi identificado graças a câmeras de segurança de ruas do bairro Parque Danieli, onde fica a Escola Municipal Rui Barbosa.

O homem morava no bairro e seria conhecido da família da menina. A mãe de Tabata, Fernanda Crespilho, e o padrasto, Willian, disseram que Silva é conhecido ‘de vista’ e que ele teria sido preso e recentemente solto – e que depois que ele retornou da cadeia não o tinham mais visto. De acordo com a polícia, o suspeito matou uma adolescente, de 15 anos, há sete anos. Ele cumpria pena em regime semiaberto.

Tentativa de linchamento

Colaboração / Repórteres da Hora
Colaboração / Repórteres da Hora

Após a notícia da prisão do suspeito, centenas de pessoas cercaram a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) de Maringá, a 162 quilômetros de Umuarama, precisou ser chamado. Antes da chegada do reforço da PM, as pessoas começaram a jogar coisas a forçar a entrada na delegacia. A situação evoluiu a ponto de populares destruírem carros, entre eles quatro pertencentes e veículos de imprensa e uma viatura nova da Polícia Civil.

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Um mês após a destruição da delegacia, as obras seguem em ritmo lento. “Em razão do valor da reforma, isso implica em licitações e contratações empresas… A parte administrativa, para repor vidros e telhados, está orçado em 40 mil. As viaturas incendiadas estão em torno de R$ 400 mil. A parte da cadeia, a mais grave, destruíram a galeria A e teremos que repor as grades, portas, instalações elétricas e hidraulicas também”, conta o delegado.

Com informações da TV Tarobá
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