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Polícia prende quadrilha de roubo de relógios de luxo que atua no PR, SP e RJ

Fernando Garcel com colaboração de Francielly AzevedoA Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Furtos e Roubos..

Fernando Garcel - 09 de março de 2018, 17:13

Fernando Garcel com colaboração de Francielly Azevedo

A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), prendeu nove pessoas que atuavam em uma quadrilha especializada em roubos de relógios de alto valor comercial que agia em Curitiba, no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP). Um suspeito foi morto durante uma abordagem policial na capital fluminense. Outros três permanecem foragidos. Os presos serão transferidos para a capital paranaense.

Batizada de Olho de Thundera, a operação contou com a participação de 70 policiais, entre agentes da Polícia Civil do Paraná, equipes do grupo Garra da cidade de Sorocaba (SP) e do Core, do Rio de Janeiro (RJ). De acordo com as investigações, o grupo foi responsável por mais de uma centena de roubos de relógios de luxo só no ano passado. Os relógios são avaliados entre RS 30 mil e R$ 100 mil.

Segundo André Gustavo Feltes, delegado da Furtos e Roubos que coordenou a operação, foram expedidos 46 medidas cautelares pela 7ª Vara Criminal de Curitiba. Foram 12 mandados de prisão, 16 mandados de busca e apreensão, seis mandados de sequestro de veículos e bloqueios judiciais de contas bancárias.

"As investigações foram iniciadas no final de 2016 quando a DFR recebeu boletins de ocorrência que noticiavam roubos em que relógios Rolex eram os alvos", revela Feltes.

Certas atitudes preventivas das vítimas com certeza iriam diminuir esses roubos", finaliza o delegado.

Operação Olho de Thundera

As equipes partiram de Curitiba para as capitais paulista e fluminense, onde estaria parte dos alvos. No mesmo dia, três suspeitos praticaram um roubo em um bairro nobre da cidade do Rio de Janeiro. Durante a abordagem, realizada pelos agentes da Core, um dos suspeitos, de 20 anos, tentou reagir e foi baleado e morreu.

O delegado-titular da DRF, Matheus Laiola, revela que durante o monitoramento dos telefones, foi identificado o contato de um dos suspeitos com um homem que se identifica como policial militar do estado de São Paulo. As informações sobre o policial militar serão encaminhadas para a Polícia Civil de São Paulo e para a corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.