Justiça aceita denúncia contra 34 suspeitos na Operação Hammer-On

Fernando Garcel


A juíza substituta da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 34 pessoas investigadas na Operação Hammer-On. As investigações apuram o esquema de corrupção de um grupo que movimentou mais de R$ 5,7 bilhões com crimes ao sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

Agora, os investigados são réus no processo que corre em sigilo. Os 34 réus têm prazo de 10 dias para se pronunciar no processo.

De acordo com as investigações, a polícia federal encontrou cinco núcleos de atuação do grupo criminoso que foram nomeados de Da Luz Milani; Gerhardt; Gavazzoni; Da Rosa; e Ferreira Melo. Eles agiam nas regiões de Foz do Iguaçu, no Oeste, e na capital paranaense. O grupo usava empresas de fachada e outras que funcionavam legalmente para lavar dinheiro e aplicava o dinheiro em contas fora do país para despistar a Receita Federal.

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Operação Hammer-On

A operação, batizada de Hammer-on, é um desdobramento das operações Sustenido e Bemol, deflagradas pela Polícia Federal e pela Receita Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, respectivamente, em 2014 e 2015.

Na teoria musical, o “sustenido” e o “bemol” são notas intermediárias entre outras duas notas musicais. Analogicamente, as organizações criminosas desarticuladas devido às das operações Sustenido e Bemol, estabelecidas nos municípios, intermediavam as negociações entre criminosos brasileiros e paraguaios, sendo responsáveis por garantir o pagamento de fornecedores paraguaios de drogas, cigarros e mercadorias, bem como simplesmente ocultar dinheiro de origem criminosa.

A Operação Hammer-On apura crimes cometidos por um grupo que se especializou em transferir dinheiro de criminosos brasileiros para criminosos paraguaios e foi deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal. Os investigados teriam movimentado cerca de R$ 5,7 bilhões entre 2012 a 2016. Foram cumpridos 153 mandados no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

O grupo criminoso era formado por cinco núcleos, que usavam contas bancárias de várias empresas, geralmente fantasmas, para receber valores de pessoas físicas e jurídicas interessadas em adquirir mercadorias, drogas e cigarros. A maioria dos produtos vinha do Paraguai.

Postos de combustíveis, casas de câmbio e empresas importadoras não autorizadas participavam do esquema. De acordo com o delegado da Receita Federal Jackson Cerqueira Filho, os criminosos evitavam a movimentação de dinheiro vivo, utilizando as casas de câmbio e as empresas envolvidas para transferir o dinheiro entre os criminosos.

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