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Adolescente é detida após beijar namorada em protesto no Paraná

 Uma estudante de 16 anos foi detida por policiais militares depois de beijar a namorada em um ato contra a precarização..

Roger Pereira - 23 de setembro de 2016, 19:07

 

Uma estudante de 16 anos foi detida por policiais militares depois de beijar a namorada em um ato contra a precarização das escolas públicas de Sarandi, Noroeste do Paraná. Cerca de quinhentos estudantes, segundo os organizadores do ato, bloqueavam duas das principais avenidas da cidade quando policiais tentavam negociar a liberação da via. As duas jovens, que não participavam da negociação, mas estavam próximas aos policiais, se beijaram. Um dos PMs teria se ofendido e prendeu a estudante.

O vice-presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, Marcelo Miranda, afirma que a garota foi presa sem motivo. "A polícia dizia para que a gente liberasse a via. A gente disse que não ia liberar a via porque tinha um acordo de tempo para o protesto. Neste momento, duas meninas que eram lésbicas se beijaram e o policial, de forma truculenta, começou a agredir elas, puxar pelo braço e disse que, como era lésbica ela poderia aguentar as penas como se fosse um menino e, de forma arbitrária e violenta, prendeu ela".

Alunos de seis escolas participaram da manifestação, organizada com antecedência, mas que não foi comunicada às autoridades. O protesto também é contra a medida provisória de Michel Temer que altera o currículo e carga horária no ensino médio. Além disso, após discussões realizadas ontem (quinta) durante o ato dos professores, em que as aulas tiveram apenas 30 minutos, os estudantes definiram reivindicações relacionadas à rede estadual de ensino. "Tinha uma pauta específica de seis escolas contra a precarização do ensino, a falta de merenda e de outros materiais relacionados à estrutura das escolas".

Em nota, a Polícia Militar afirma que “a informação do 4º Batalhão da PM é de que a adolescente foi encaminhada à delegacia por desacato à autoridade”. A estudante assinou um termo circunstanciado e foi liberada. Ela saiu da delegacia e foi a uma unidade de saúde para avaliar o braço que teria ficado machucado. A reportagem ainda não conseguiu contato com a estudante.