Advogado beneficiário de fraude na UFPR diz que recebeu dinheiro por prestação de serviços

Andreza Rossini


Ao ser interrogado pela Justiça, um dos beneficiários do esquema de fraude nas bolsas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Arthur Constantino, confirmou que recebeu cerca R$ 17 mil – valor médio pago nas fraudes – da chefe do setor de orçamento e finanças, Conceição Abadia de Abreu Mendonça, entre junho de 2013 e maio de 2014.

O acusado é advogado no Mato Grosso do Sul e alegou que o dinheiro foi recebido como pagamento de prestação de serviços,  para pagar documentos de regularização de um imóvel na cidade de Campo Grande (MS) e seus honorários, que teriam sido contratados por Conceição.

Segundo Constantino, ele foi procurado por Conceição por intermédio de um irmão chamado Ademar para regularizar o imóvel seria herança do pai falecido, para três filhos. O homem não teria registrado propriedade da casa e por isso existia a necessidade de atuação do especialista.

O suspeito negou conhecer qualquer outra pessoa envolvida no esquema ou saber a origem do dinheiro que recebeu. Ele afirmou que tem provas das negociações feitas com Conceição, como e-mails trocados e a assinatura dele como advogado na escritura da casa. Constantino afirmou que recebeu R$ 2 mil em honorários e que o restante foi utilizado para pagar documentações.

Por pelo menos três anos, o esquema pagou bolsas a um grupo de cerca de 27 pessoas que não tinham ligação com a universidade. Algumas delas nem sequer tinham ensino superior.

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