Agente e presas são mantidas reféns em penitenciária de Piraquara

Julie Gelenski


Com Roger Pereira e informações do Sindarspen

A rebelião começou no início da noite de quinta-feira (10) e segue até a manhã desta sexta-feira (10). Uma agente penitenciária e seis presas são mantida como reféns pelas detentas, foi o que informou o Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná).

Do lado de fora do Presídio Central Estadual Feminino de Piraquara, que fica no mesmo Complexo onde são custodiados os presos masculinos, a situação é tensa porque hoje era dia de visita, por isso familiares estão em frente as unidades e bloqueiam a entrada dos carros.

Além do pedido de melhoria nas condições da cadeia, as presas querem a substituição da diretora e da chefe de segurança da unidade, ainda de acordo com o Sindarspen.

A situação no local está sob controle, mas não é das mais tranquilas, o Bope (Batalhã de Operações Policias Especiais) entrou na unidade, ainda na noite de quinta-feira (9) para tentar conter a rebelião e ajudar na negociação, mas as informações do Sindicato é de que o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) não quer atender a revindicação de trocar a diretoria e chefia da cadeia, o que dificulta as negociações.

Penitenciária Feminina de Piraquara
Colaboração Fábio Buchmann / CBN

Início da Rebelião

As presas da Penitenciária Feminina do Paraná (PFP), em Piraquara, fizeram uma agente penitenciária refém e iniciaram uma rebelião na unidade, abrindo todas as celas de uma das galerias na noite de quinta-feira (9).

O Sindarspen informou que a agente foi atender uma detenta que estava gritando e foi rendida por uma presa armada com um caco de vidro. As detentas pegaram as chaves que estavam com a agente e abriram a galeria C, que custodia 120 mulheres.

Segundo relatos de agentes que foram para o local depois que souberam da ocorrência, a agente chamada Ana Paula aainda é mantida como refém.

As presas prometem não machucar as reféns, mas exigiam a presença dos Direitos Humanos, que já está no local.

A principal reclamação das presas é quanto às condições do presídio, principalmente quanto a superlotação. Recentemente, a PFP recebeu 150 novas presas vindas da Penitenciária Central do Estado (PCE) Feminina, que foi desativada.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários critica a falta de segurança para se trabalhar no local, já que o número de agentes não cresceu na proporção do número de presas.

Nos plantões noturnos, por exemplo, apenas cinco agentes são responsáveis pela segurança das 430 detentas.

No mesmo Complexo Penitenciário de Piraquara, que fica na região metropolitana de Curitiba, houve uma rebelião, na penitenciária masculina, há dois meses. Naquela ocasião, 26 detentos fugiram do local, após a explosão de parte do muro da penitenciária por criminosos do lado de fora.

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