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Agente refém chora em áudio, mas diz que não está ferida

Com participação Narley ResendeA agente penitenciária Ana Paula (foto) que está sendo mantida como refém no Presí..

Julie Gelenski - 10 de março de 2017, 12:01

Com participação Narley Resende

A agente penitenciária Ana Paula (foto) que está sendo mantida como refém no Presídio Central Estadual Feminino de Piraquara, deste quinta-feira (9) a noite, gravou um áudio onde ela diz estar fisicamente bem, mas chora quando fala que teme por sua vida. Ela também suplica que para que algo seja feito para que ela possa ser liberada e demonstra que teme por sua vida com o passar das horas.

Chorando a Agente, que é mantida como refém diz que as presas exigem a presença de um juiz e dos direitos humanos para poder liberar-la, mas que nada foi feito pelo Depen. Ela, no áudio diz que está em segurança porque algumas presas estão garantindo a integridade física dela, mas alerta que a situação é tensa e que se algo acontecer com ela a culpa é do Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) e do Governo, que não estão dando atenção para as revindicações das presas.

"Até agora, o Depen não está movendo uma palha pela minha vida! Então eu deixo para o Paraná inteiro: se acontecer alguma coisa com a minha vida aqui na Penitenciária Feminina do Paraná , faz isso daí que ela vão me liberar, já estava certo".

Ela também pede para que as presas de outras alas não sejam punidas e denuncia supostas agressões contra detentas de outras galerias por causa da rebelião.

Ouça o áudio na íntegra:

Nota do Depen

O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) informa que retomou as negociações com as presas da Penitenciária Feminina de Piraquara após um incidente dentro da unidade – quando foi detonado um artefato. O Diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, assim como o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), estão se deslocando até a unidade prisional para ouvir as reivindicações das presas.

Desde o fim da tarde de quinta-feira (9) uma agente penitenciária é feita refém. Até o momento não há informações sobre feridos. Por questão de segurança, algumas detentas que estavam isoladas (seguro) foram transferidas.

Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), unidade de elite da Polícia Militar, estão à frente da negociação com as presas. A Direção da unidade prisional e o SOE (Seção de Operações Especiais) acompanham as negociações.

Por motivo de segurança dos familiares, as visitas foram suspensas no Complexo Penitenciário de Piraquara até que seja restabelecida a normalidade.

A Penitenciária Feminina de Piraquara tem capacidade para 370 detentas e abriga atualmente 440.