Agentes interceptam entrada de celulares e ferramentas para fuga em unidade penitenciária de Foz

Roger Pereira


Os agentes penitenciários do Centro de Reintegração Social Feminino (CRESF), em Foz do Iguaçu, interceptaram na madrugada desta terça-feira (28/03) a entrada de celulares e ferramentas na unidade. Dois adolescentes foram pegos em flagrante após pularem o muro do CRESF.

Os rapazes foram surpreendidos quando já estavam dentro da unidade. Eles estavam vestidos de preto e, para não chamar atenção, andavam como se fossem agentes em vistoria no local. “Acontece que há tão poucos agentes no CRESF, que, apesar da péssima qualidade das câmeras de segurança só mostrarem vultos de preto, o agente que estava monitorando percebeu que havia algo de estranho”, relata a diretora em Foz do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Vanderleia Leite.

A reação dos agentes de plantão foi imediata para conter os invasores. A Polícia Militar foi chamada e os adolescentes foram apreendidos. As ferramentas seriam utilizadas em eventuais fugas dos presos.

Problema recorrente

A falta de segurança no CRESF e na Cadeia Pública Laudenir Neves (que fica ao lado) tem sido motivo de constantes denúncias e ofícios do sindicato à Secretaria de Segurança Pública e ao Departamento Penitenciário. Vanderleia Leite relata que, apenas em 2017, seis tentativas de invasão foram registradas na unidade, sendo que, em quatro delas, os invasores tiveram sucesso na entrega de encomendas às presas. “São celulares, fumo, papel de ceda e ferramentas, o que nos preocupa muito, pois indica o risco de uma fuga ou rebelião. Interceptamos contato de presas encomendando chaves de boca para desaparafusar as portas das celas. E esse material foi apreendido hoje. Fora das celas, elas podem render as agentes a qualquer momento”, diz, citando que a altura do muro e a ausência de cerca elétrica são as principais reclamações dos agentes que citam, ainda, o baixo efetivo e a ausência de guaritas como facilitador das invasões.

O Paraná Portal obteve imagens que mostram uma invasão ao presídio em fevereiro e, que registram, também a utilização de celular por presas dentro das celas. Procurada, a Secretaria de Estado de Segurança Pública ainda não se posicionou.

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Repórter do Paraná Portal
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