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Agronegócio do oeste do Paraná pede estabilidade no fornecimento de energia elétrica

O agronegócio do oeste do Paraná sofre com a instabilidade no fornecimento de energia elétrica. Para encontrar os caminh..

Mariana Ohde - 14 de fevereiro de 2017, 08:17

Foto: Saeb
Foto: Saeb

O agronegócio do oeste do Paraná sofre com a instabilidade no fornecimento de energia elétrica. Para encontrar os caminhos e solucionar essa questão, o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, reuniu os dirigentes das principais cooperativas do oeste do Paraná e o diretor presidente da Copel Distribuidora, Antonio Celso de Souza Guetter, na última terça-feira (7) durante o Show Rural, em Cascavel.

Estiveram presentes os dirigentes da C-Vale, Cooperativa Lar, Frimesa, Afubra, Sebrae, Sindicato dos Produtores Rurais de Palotina, Ocepar, Itaipu.

De acordo com relato dos dirigentes, hoje, o oeste do Paraná é um grande consumidor de energia, alavancado pela produção de frango, leite, grãos e suínos. O problema é que produtores e agroindústrias sofrem com quedas de energia e isso pode ameaçar os investimentos que estão sendo planejados, disse o diretor executivo da Frimesa, Elias Zideck.

Segundo o executivo, a Frimesa iniciou o processo de instalação de um grande empreendimento para abate de suínos em Assis Chateaubriand, que vai demandar muita energia elétrica de alta tensão. Ele manifestou preocupação com a qualidade da energia distribuída na rede.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Palotina e presidente da Associação de Produtores de Peixes, Edmilson Zabott, a evolução no agronegócio no oeste do Paraná ocorreu às custas de energia elétrica. Segundo Zabott, eles estão prontos para avançar, mas querem uma garantia de estabilidade no fornecimento de energia.

O dirigente da Associação dos Fumicultores do Brasil – Afubra, Benício Albano Werner, disse que o setor de produção de fumo também é dependente da energia elétrica, responsável pela movimentação dos ventiladores que regulam as temperaturas dos fornos.

O vice-presidente da cooperativa Lar, Urbano Inácio Frei, disse que o oeste do Paraná quer melhorar o processo de maximização da riqueza na região e não há como pensar em novas estratégias sem pensar na energia que será disponibilizada.

O dirigente da cooperativa C-Vale, Alfredo Langue, lembrou que o oeste do Paraná tem uma grande vocação em transformar a produção vegetal em proteína animal, processo que agrega valor e eleva a renda. Porém, de nada resolve implantar os empreendimentos em outras localidades porque a logística de transporte dos grãos inviabiliza qualquer iniciativa nesse sentido. “Essa vocação é típica do oeste do Paraná e não podemos perder essa oportunidade de gerar riqueza para o estado”, afirmou.

Copel

O diretor da Copel Distribuidora, Antonio Celso de Souza Guetter, admitiu que o agronegócio no oeste Paranaense avançou bem mais rápido em relação à disponibilidade da energia ofertada. Segundo Guetter, atenta à essa situação a Copel vem investindo R$ 800 milhões por ano, nos últimos quatro anos, numa tentativa de recuperar o que não foi investido em anos anteriores.

Guetter disse ainda que a Copel está mapeando onde investir para fortalecer as linhas e subestações que estão em situação mais crítica e solucionar os gargalos existentes. Ele ponderou, no entanto, que a Copel é uma concessionária de serviço público federal, portanto os investimentos estão sujeitos à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel. “Não podemos investir, sem essa aprovação e todos os investimentos devem ser submetidos à agencia”.

Guetter sugeriu um encontro com os dirigentes das cooperativas para que a Copel apresente o plano de investimentos para os próximos cinco anos e que as empresas também apresentem seus planos de investimentos, para juntos construírem uma solução mais duradoura.

O secretário Norberto Ortigara disse que é importante ter conhecimento sobre os procedimentos da Copel, para que os empresários do agronegócio possam pensar nas soluções possíveis a longo prazo. O diretor Itaipu Binacional, Herlon Goelzer de Almeida, também colocou o Parque Tecnológico de Itaipu à disposição para encontrar as soluções possíveis.