Anvisa precisa ser mais ágil para aprovar vacinas, diz Barros

Pedro Ribeiro

Ricardo Barros foi ministro da Saúde

Depois de ser protagonista de conflito de entendimento com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde teria dito que iria “enquadrar” a entidade, o deputado federal e líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, explicou que é preciso mais agilidade na aprovação de vacinas e aceitação também de produtos de outros países.

O líder do governo apresentou projeto para excluir a exigência de a Anvisa só liberar o uso emergencial para vacinas que realizaram estudos de fase 3 no Brasil. “O que eu apresentar para enquadrar a Anvisa passa aqui (na Câmara) feito um rojão”, avisou Barros na quarta-feira. “Eu vou tomar providências, vou agir contra a falta de percepção da Anvisa sobre o momento de emergência que nós vivemos.

As afirmações de Barros foram entendidas como uma espécie de ingerência na Anvisa que reagiu às declarações.  O presidente da entidade, Barra Torres, reconheceu que há uma ofensiva do Congresso para reduzir exigências na liberação das vacinas, além de permitir a importação excepcional de imunizantes aprovados na Rússia e na Índia, por exemplo. “Seja aprovada a lei que for, a Anvisa vai se esforçar para lidar com o cumprimento. Agora, não há lei, poder, que possa pegar a mão do nosso técnico e forçar a assinar determinado laudo”, declarou ele.

 

 

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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