As lambanças que corroem o corpo e a alma dos brasileiros

Redação


 

Quanto mais mexe, mais fede. A corrupção no Brasil parece não ter fim. São R$ 100 milhões aqui, R$ 200 milhões ali e outros R$ 50 ou R$ 80 milhões acolá e a soma do Custo Brasil chega, hoje, a R$ 200 bilhões por ano, conforme revelou o procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato, Delton Dallagnol. Paulo Bernardo, que acaba de ser preso, não recebeu, ao que se sabe, propina da Petrobras, mas de milhares de brasileiros, endividados, que procuraram nas instituições financeiras, crédito consignado para pagar dívidas ou sobreviver. Nessas planilhas foram colocados juros a mais para distribuir entre os corruptos.

A prisão de Bernardo caiu como uma bomba no colo dos petistas no Senado Federal que defendem a presidente afastada, Dilma Rousseff. Foi uma pá de cal, principalmente nos intransigentes discursos da senadora paranaense, Gleisi Hoffmann, esposa do mais novo petista preso. Sua arrogância e ironia, na Comissão do Impeachment foram irritantes e ela, como guerreira petista e de uma miopia inconfundível, certamente continuará na mesma toada, afirmando que se trata de mais um golpe ou para fugir do foco. É lamentável que uma política, que poderia ter uma brilhante carreira e, quem sabe, até ser governadora do Paraná, tenha baixado tanto o nível como ela. Agora terá que arcar com as consequências.

Também cai de quatro no Senado, o senador Lindenbergh Farias e, soma-se a isso, mais uma derrota do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que arregimentou 40 testemunhas de defesa, contra o impeachment. A situação não está nada boa para o PT e deverá piorar quando a Operação Lava Jato chegar ao chefe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No poder, as cabeças, os líderes, se lambuzaram no mel.

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