Barros lamenta abdução pelas corporações ao condenar “aumentaço” da AGU

Pedro Ribeiro


O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), mandou um recado curto e grosso nesta quarta-feira à Advocacia Geral da União (AGU). Disse que “haverá reações” à decisão da Advocacia Geral da União (AGU), em plena crise econômica e fiscal, de promover 92% do seu efetivo ao topo da carreira, com salário base de R$27,3 mil mensais.

Barros lamentou, durante entrevista ao jornal da Rádio Bandeirantes, ao que chamou de: “Nós fomos abduzidos pelas corporações”.

A AGU promoveu de uma canetada 606 advogados públicos para o topo da carreira, no momento em que o País atravessa sua mais grave crise.

A suspeita é que o “aumentaço” corporativista pretende engordar salários na AGU antes que a reforma administrativa em discussão no Congresso suprima seus privilégios e regalias. Aos salários-base de R$27,3 podem ser somados penduricalhos que aumentam ainda mais os ganhos desses funcionários.

O aumento oportunista promovido na AGU ocorreu no mesmo dia em que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou estudo indicando que, no setor privado, os salários foram reduzidos em média 20%, durante a crise da pandemia.

Até agora, seis meses depois de iniciada a crise, nenhum dos Três Poderes nem sequer ameaçaram iniciar discussão sobre a cota de sacrifício do serviço público no enfrentamento dessa crise.
No entanto, foi aprovada a lei que permitiu a redução dos salários em até 70%, em troca da estabilidade no emprego, e cerca de 13,7 milhões de brasileiros (Diário do Poder).

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal