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31,9% dos produtores não adquirem o volume mínimo de rações recomendado para a produção de leite

Os alunos da Pós-graduação em Governança Estratégica do Agronegócio do ISAE analisaram o case da Fábrica de Rações Batav..

27 de março de 2017, 10:14

Os alunos da Pós-graduação em Governança Estratégica do Agronegócio do ISAE analisaram o case da Fábrica de Rações Batavo para apresentarem alternativas em busca da satisfação das necessidades dos cooperados produtores de leite.

O objetivo foi realizar um levantamento sobre a capacidade de produção da Fábrica de Rações Batavo em Carambeí, bem como a busca da satisfação do cooperado/cliente, considerando suas particularidades e necessidades, assim como as formas de otimizar o processo produtivo no intuito de se conseguir ganhos bilaterais.

Leia o estudo na íntegra na página 40 publicado na Revista Técnico e Científico Paraná Cooperativo.

Foram considerados os cooperados/produtores de leite que não utilizam plenamente os produtos da fábrica, correlacionando a flexibilidade e a capacidade dela com o atendimento das expectativas dos cooperados/clientes. O estudo foi baseado na correlação entre a produção total de leite com o consumo total da ração da fábrica no ano de 2014.

O estudo identificou que 31,9% dos produtores não adquirem da fábrica de rações o volume mínimo tecnicamente recomendado para a produção de leite do seu plantel. Com base nos cálculos sobre a capacidade de produção da fábrica de rações, observou-se a ociosidade de 43,6%, demonstrando ser possível atender às expectativas dos produtores de leite.

Entenda

A Frísia Cooperativa Agroindustrial captou em 2014 um volume de 151.007.796 litros de leite por meio de seus produtores cooperados. Por sua vez, a fábrica de rações da Batavo apresentou uma produção de 177.635 toneladas de ração, sendo, desse total, 59.153 toneladas para bovinos. A fábrica apresenta um papel fundamental no meio produtivo agropecuário, uma vez que faz a ligação entre os setores produtores de grãos, matérias-primas industrializadas e a produção pecuária, considerando a produção de leite, carnes e ovos, referindo-se, nesse caso, apenas à pecuária produtora de alimentos. A bovinocultura leiteira demanda grandes desafios nutricionais, pois o melhoramento genético trouxe animais com alto potencial produtivo, levando para segundo plano as questões relacionadas ao aparelho reprodutivo, locomotor e sistema imunológico. Dependendo de como são valorizadas essas demandas e necessidades, pode-se usufruir de forma completa do potencial genético, com produção de alto nível, atendendo aos desafios sanitários, preservando a integridade do aparelho locomotor e reduzindo o desafio reprodutivo.

Nos últimos anos, a preocupação com o bem-estar animal justificou o uso de aditivos como probióticos, prebióticos, óleos essenciais e fitoterápicos, abrindo uma nova fronteira no atendimento a essas demandas zootécnicas. O setor de alimentação animal no Brasil tem se adequado às exigências de mercado em função de suas necessidades e objetivos. Em outra frente, as crescentes preocupações com o meio ambiente, as reduções das reservas minerais e a elevação nos custos das commodities têm exigido esforços para o aumento da eficiência alimentar, com o uso de minerais orgânicos, aminoácidos sintéticos protegidos, enzimas e outros oligoelementos não essenciais. O produtor de leite, ciente desses desafios, tem buscado, por meio da disponibilidade dessas novas tecnologias, aumentar sua rentabilidade econômica. O grande desafio é poder fazer uso desses aditivos de forma a promover uma suplementação adequada, pois são produtos que demandam grande necessidade de precisão no fornecimento. Sobre essas necessidades, a fábrica de rações deve posicionar-se de forma a atender a essa demanda, disponibilizando opções de produtos e alternativas ao produtor.

Resultados

Tendo em vista o a análise dos resultados, os alunos concluíram que, com os recentes melhoramentos genéticos e o consequente aumento da produtividade de leite, os animais estão mais suceptíveis a problemas reprodutivos, locomotores e sanitários, que podem ser controlados por meio de uma boa gestão da nutrição do plantel. Conclui-se, ainda, que é possível atender à demanda dos cooperados, considerando-se as suas necessidades individuais, visto que a fábrica de ração está ociosa e tem flexibilidade para absorver novas fórmulas e/ou volumes em seu processo produtivo.

Uma empresa que valoriza e entende seus clientes está no caminho certo rumo à qualidade de seus produtos e serviços. O mercado cada vez mais competitivo exige que a cooperativa Copacol busque alternativas para melhorar a produtividade, lucratividade e, acima de tudo, a satisfação dos seus cooperados.

O estudo de caso foi realizado por: Almiro Bauermann; Luis Alves Mauro Souza; Pedro Silva e Valdemar Lima.