Chega de críticas. É hora de trabalhar para tirar o país da crise, diz presidente Temer

Redação


Com um discurso pontual, recheado de recados e de apelos ao Congresso Nacional, ao setor produtivo e à sociedade, Michel Temer (PMDB), assume como presidente em exercício. Disse que é preciso pacificar a nação e unificar o país para poder fazer um governo de salvação nacional. Não criticou a presidente Dilma Rousseff (PT), pelo contrário, falou em apoio institucional e praticamente proibiu seus ministros de falar em crise, pois agora estão do outro lado e é preciso trabalhar para tirar o país da crise.

 

Já a presidente Dilma, que deixou o Palácio do Planalto, voltou a acusar o então vice-presidente, sustentando que o impeachment é golpe, que não cometeu crime e que foi injustiçada. Ao falar sobre os programas conquistados pelo governo petista nos 13 anos de mandato e que poderiam desaparecer com o novo presidente, foi rebatida por Temer que garantiu manter o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pronatec e outros que deram certo.

 

Temer observou ainda que é preciso resgatar a credibilidade do país, no âmbito internacional, para que os empresários e as classes produtoras no campo e na cidade possam retomar seus investimentos com segurança, gerar empregos e renda. Lamentou que existem, hoje, mais de 11 milhões de desempregados e que a inflação, de dois dígitos, atinge mais em cheio a classe trabalhadora.

 

A presidente afastada garantiu, ao lado do ex-presidente Lula, que o PT vai fazer oposição e que espera retomar o governo em 180 dias, período em que ficará residindo no Palácio do Alvorada, com uma pequena equipe de assessores, mas com status de presidente.

 

Para Richa, governo será melhor

 

O governador Beto Richa (PSDB), disse acreditar que este governo será melhor e espera de Michel Temer uma relação respeitosa e republicana. “Será bem melhor. Queremos resgatar a dívida histórica que o governo federal tem com o Paraná”, afirmou.

Barros afirma que Saúde entrará nos eixos

O deputado federal, Ricardo Barros (PP),  é o representante paranaense na equipe de Michel Temer. Será ministro da Saúde e, em entrevista, disse que fará todo o esforço possível para que os programas de saúde sejam retomados e ampliados em todo o País.

Os representantes do Paraná no Senado

Dos três senadores paranaenses, apenas Álvaro Dias, do PV, votou pela saída da presidente Dilma Rousseff (PT). Roberto Requião (PMDB), foi contra seu partido, fez um discurso confuso e votou contra o impeachment. Gleisi Hoffmann (PT), foi a mais aguerrida e lutou durante todo o processo no senador contra o afastamento de Dilma, acusando de golpe e que ela não cometeu crime.

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