Com fiança de R$ 300 mil, Justiça solta diretor da BRF

Mariana Ohde


Por CBN Curitiba

O diretor da BRF, André Luis Baldissera, foi solto após pagar fiança de R$ 300 mil. A decisão é do juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, atendendo a um pedido da defesa. Além da fiança, o juiz estipulou outras cinco medidas cautelares, como a proibição de deixar o país e não se ausentar de casa por mais de 15 dias sem informar à Justiça.

André Luis Baldissera foi preso preventivamente no dia 17 de março, em decorrência da Operação Carne Fraca. Ele apareceu em grampos da Polícia Federal (PF), segundo o juiz, “cometendo condutas penalmente reprováveis”.

Em uma das conversas, o executivo falou sobre uma carga da BRF, que foi retida em um porto da Itália pela presença da bactéria Salmonela nos produtos.

Na conversa, André dá a entender que a carga deveria entrar na Europa de qualquer jeito e sugere enviar os produtos para outro porto, na Holanda. No pedido de soltura, a defesa de André alegou que houve um equívoco das autoridades italianas ao barrarem a carga da BRF, pois a espécie de Salmonella encontrada nos produtos não impediria a entrada no mercado europeu.

Ainda segundo a defesa, a conversa interceptada pela PF era legítima, pois o executivo apenas buscava uma solução para o problema, sem nenhum tipo de ilegalidade. O juiz Marcos Josegrei da Silva admitiu que as provas apresentadas pela Polícia Federal são, no mínimo, “controversas” e não comprovam atos ilícitos do executivo.

Por outro lado, o juiz afirmou que permanece a suspeita de que André teria oferecido propina a fiscais agropecuários para não fecharem a fábrica da BRF em Mineiros, em Goiás. O dinheiro teria sido repassado, segundo o juiz, para campanhas eleitorais do PDT. Após a deflagração da operação Carne Fraca, o próprio Ministério da Agricultura interditou o frigorífico de Mineiros.

O Ministério Público Federal se manifestou a favor da soltura de André Luis Baldissera. Assim que a fiança for paga, ele poderá deixar o Complexo Médico Penal, em Pinhais.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal