Ex-contador de hospital é preso ao tentar extorquir R$ 3,5 milhões da entidade

Andreza Rossini


O ex-contador  do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, foi preso nesta segunda-feira (9) suspeito de tentar extorquir US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões) da direção da entidade. Ele foi preso por policiais da Delegacia de Campina Grande do Sul suspeito de apropriação indébita e de extorsão.

A polícia chegou até ao ex-funcionário, que trabalhou no hospital durante 30 anos, depois de uma denúncia feita por representantes do Angelina Caron, no dia 12 de abril. “O contador trabalhou por um longo período e gozava da extrema confiança das vítimas, até descobrirem que ele estava desviando recursos para a sua conta pessoal, quando acabou demitido. Ele recebia um salário de R$ 100 mil, referente a um contrato de participação nos lucros, e não aceitou a saída”, afirmou o delegado Messias Antônio da Rosa, que conduziu o inquérito.

Durante a investigação, comprovou-se que o ex-funcionário contraiu um empréstimo bancário de R$ 440 mil em nome de uma fundação ligada ao hospital e transferiu para a sua conta pessoal. Os policiais constataram que o contador estava constrangendo as vítimas para que pagassem a ele a importância de US$ 1 milhão – que seria depositada em uma conta-corrente de um preso nos Estados Unidos. O montante não foi pago.

“Ele ameaçava dizendo que, por conhecer todos os trâmites do hospital, teria como comprovar irregularidades na obtenção de recursos públicos por parte da entidade. O hospital alegou que determinou a instalação de uma auditoria e nada de irregular foi verificado”, explicou o delegado.

O crime de extorsão prevê prisão de quatro a dez anos e multa, enquanto a pena para a apropriação indébita é de reclusão de um a quatro anos mais o pagamento de multa.

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