Conversas entre advogada morta e amiga reforçam que ela queria o divórcio

Lorena Pelanda


A defesa do professor Luís Felipe Manvalier alega que as cópias de mensagens entre Tatiane Spitzner e uma amiga não têm valor legal. A conversa foi anexada no processo que investiga a queda da jovem do quarto andar do apartamento onde morava, em Guarapuava, região central do Paraná.

No bate-papo do WhatsApp, a advogada reclama para uma amiga que era humilhada, criticada e que não conhecia a pessoa que estava ao lado dela. Ela também disse que queria o divórcio, mas precisava de coragem para encarar a situação.

A defesa de Manvalier afirma que os “prints” apresentados estão fora de contexto e que o conteúdo só terá valor jurídico após o celular de onde supostamente as mensagens foram extraídas passar por uma perícia.  Sem o procedimento, as mensagens não passam de informações fora de contexto e sem valor legal, de acordo com os advogados dele.

Nesta terça-feira (31), Luís Felipe foi indiciado pela Polícia Civil pela morte da esposa. O caso aconteceu no dia 22 de julho. O marido foi indiciado por homicídio qualificado, motivo torpe (que ofende a ética social), uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino, o chamado feminicídio. Manvalier também foi indicado por ter retirado o corpo da jovem do local e apagou as marcas e manchas de sangue do elevador e do hall do quarto andar.

O suspeito também foi indiciado por furtar o carro de Tatiane, para fugir do local.

 

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Lorena Pelanda
Coordenadora de jornalismo da rádio BandNews FM Curitiba