Cunha, responsável pela queda do PT, deixa presidência da Câmara e sustenta inocência

Redação


O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), pede demissão do cargo afirmando atender a apelos dos seus apoiadores. Em carta protocolada na Câmara e lida por ele em entrevista coletiva, Cunha se emocionou quando disse que estavam usando sua família de forma cruel e desumana visando atingi-lo. Cuna foi um dos principais responsáveis pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e está envolvido na Operação Lava Jato, denunciado pelo doleiro Alberto Yousseff de ter recebido propina da Petrobras e de possuir conta bancária no exterior sem autorização do Banco Central. Ele foi a principal figura na guerra entre a oposição e o PT que culminou com os movimentos de ruas e nas redes sociais, chegando a ser chamado de “bandido preferido da oposição”.

Cunha agradeceu a todos que o apoiaram e o apoiam nessa perseguição e vingança da qual disse ser vitima e afirmou estar pagando um preço muito alto em relação ao impeachment que afastou a presidente Dilma Rousseff (PT).

“Sofri e sofro muitas perseguições em função das pautas adotadas” e somente a minha renúncia poderá por fim a esta estabilidade sem prazo”, disse. O deputado federal, cujo mandato de cassação está na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados sustentou que continuará a defender sua inocência de que falou a verdade.

Na carta desejou sucesso ao presidente Michel Temer e ao futuro presidente da Câmara dos Deputados e espera que seu ato ajude a restaurar o país após o processo de impeachment.

Cunha terminou a leitura da carta e deixou a Câmara dos Deputados sem dar entrevista à imprensa. Nos bastidores da casa já se fala em uma nova eleição na próxima semana.

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