Curitiba está vulnerável à bandidagem e comércio sofre, diz Turmina

Pedro Ribeiro


 

Em um pequeno estabelecimento comercial situado na entrada da galeria do Comércio, na Praça Osório, chega um cidadão, provavelmente morador de  rua e visivelmente drogado – álcool ou crack – e pede dinheiro. Eu estava no balcão comprando um pão (broa) e disse que não dava dinheiro. Antes de eu oferecer um alimento (salgado), o mesmo se aproximou mais de mim, quando fui alertado pelo dono da loja que disse: se afaste. O malaco estava com uma blusa (casaco) nos braços e, envolto, uma faca. É assim que ele faz suas vítimas em plena praça central de Curitiba.

Conversando com o lojista Camilo Turmina, que assumirá a presidência da Associação Comercial do Paraná (ACP) em janeiro de 2020, ele disse que “a cidade está insegura, embora as instituições governamentais digam o contrário. Estou agora, falando com você pelo telefone e observando pela janela da minha loja, um ciclista que está de olho na próxima vítima para dar o bote. Este ciclista, com boné enterrado na cabeça, é um risco para as pessoas que circulam pela rua XV de novembro. Até o final da rua ele deverá levar um ou dois celulares, algumas correntinhas e bolsas de senhoras”.

FALTA DE SEGURANÇA

Turmina afirma que “o meio de nossa cidade (no caso Curitiba) é inseguro e que é preciso melhorar este clima, porque senão os compradores deixarão o comércio aberto e migrarão para os shoppings e internet”. O empresário disse que a entidade, no caso a ACP, já foi diversas vezes falar com o comando geral da Polícia Militar Para pedir mais segurança e saem de la com uma outra reivindicação: “por favor, vocês, do comércio, poderiam nos ajudar e a pedir ao governador Ratinho Junior que aumentem o número de policiais, pois precisamos…”.

É preciso cuidar da cidade e isto é um dever da sociedade civil organizada, admite o futuro presidente da ACP. Hoje, segundo ele, existem perto de quatro mil pessoas em estado de vulnerabilidade – moradores de rua, mendigos e trombadinhas – circulando pelas ruas de Curitiba. E não é só no centro da cidade. Já estão nas regiões periféricas.

“Nós precisamos ajudar essas pessoas com acolhimento e, para isso, vamos pedir ajuda das entidades assistenciais, principalmente as religiosas, vamos fazer campanhas para arrecadar dinheiro para apoiar estas mesmas instituições que acolherem estes moradores e vamos priorizar dando, primeiro, moradia, segundo tratamento de saúde e por último treinamento para colocá-los no mercado de trabalho a exemplo do que faz a Associação de Condomínios Garantidos do Brasil ACGB) que oferecem trabalho de jardinagem, reparação de calçadas, pinturas e despichação”.

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.