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Defesa de policial acusada de matar mulher em festa alega que disparo pode ter sido feito por outra pessoa

Com BandNews FM CuritibaA defesa da policial civil que atirou e matou a copeira Rosária Miranda da Silva no bairro São F..

Fernando Garcel - 03 de janeiro de 2017, 13:10

Com BandNews FM Curitiba

A defesa da policial civil que atirou e matou a copeira Rosária Miranda da Silva no bairro São Francisco, em Curitiba, sustenta que o tiro foi dado sem a intenção de matar. A defesa ainda considera que o disparo que matou a copeira pode ter sido dado por outra pessoa. No entanto, a policial Kátia das Graças Belo deve ser indiciada por homicídio doloso – quando há intenção de matar.

De acordo com o advogado, Peter Amaro, a policial atirou apenas uma vez. "O dolo existe quando há intenção de matar. A Kátia em momento algum tinha a intenção de acertar alguém. Eu estive no local onde teria sido efetuado o disparo e não existe angulo, não existe visão, não existe nada. Analisando o inquérito e pessoas ouvidas logo após os fatos disseram que ouve mais de um tiro. O perito que esteve no local disse que o tiro pode ter vindo de onde a Kátia mora ou de outra direção. Ora, talvez, estamos linchando a pessoa errada", diz Amaro.

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Rosária Miranda da Silva morreu na tarde do último domingo (1º). No mesmo dia, a juíza Ana Carolina Bartolomei Ramos negou pedido de prisão contra a policial. Em decisão publicada, a juíza afirma no despacho que no Estado Democrático de Direito, tendo em vista a presunção da inocência, a prisão seria excepcional, antes da tramitação do processo.

A juíza afirma que não há fato que comprove ameaça às testemunhas e ressalta que a investigada se apresentou à autoridade para prestar esclarecimentos. Segundo a defesa da policial civil, a juíza agiu de acordo com a lei.

Rosária Miranda participava de uma confraternização da empresa em que trabalhava quando foi atingida por um tiro disparado pela investigadora, que é vizinha da cafeteria onde a festa ocorria. Um vídeo mostra o momento exato em que Rosaria, com uma sacola na mão, aparentava estar se despedindo das pessoas em volta quando cai no chão, atingida.

Um dia depois do crime, a policial civil se apresentou na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa como autora do disparo. Ela teria se irritado com o barulho e alega que atirou contra o chão. Em nota, a Polícia Civil disse que a investigadora foi transferida do Núcleo de Proteção a Criança e Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) – onde trabalhava, para o setor de recursos humanos da corporação, onde vai exercer atividades administrativas.

O delegado-geral da Polícia Civil afirmou em nota que “É inadmissível que um policial civil treinado para servir e proteger tome atitudes que coloquem em risco a proteção da população“.