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Denúncia aponta contradição em depoimento de esposa de PM e família pede justiça

A Polícia Civil recebeu uma denúncia afirmando que a mala utilizada por Ellen Federizzi para levar o corpo do marido e p..

Andreza Rossini - 19 de agosto de 2016, 13:19

A Polícia Civil recebeu uma denúncia afirmando que a mala utilizada por Ellen Federizzi para levar o corpo do marido e policial militar, Rodrigo Federizzi, até o local onde foi enterrado não foi queimada, como afirmou a mulher em depoimento, quando confessou o crime.

Segundo a denúncia, a mala foi limpa em um lava-car. Ellen teria alegado aos funcionários da empresa que o marido havia ido ao sítio e comprado carne de boi fresca, por isso as manchas de sangue no veículo e na mala.

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Os investigadores encontraram uma mala parecida com a que foi utilizada no crime. O objeto foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para verificar, com luminol, a existência de sangue humano. Se houver sangue, será realizado exame de DNA para comprovar que o sangue é de Rodrigo.

No interrogatório, Ellen afirmou aos policiais que teria pego um litro de gasolina e ateado fogo na mala, em lençóis, travesseiros e outros objetos que estavam ensanguentados. A Polícia vai investigar porque a mulher mentiu em depoimento.

Família

Uma nota divulgada pela família do policial militar, na voz de Rodrigo, demonstra preocupação pelo filho do casal e pede justiça ao caso. Veja na íntegra:

"Justiça para quem me deu o beijo da morte e tirou minha vida pelas coisas, sem que eu pudesse me defender, justiça para quem me tirou do calor do meu lar e me deitou numa cama fria, envolto num cobertor de terra úmida e gelada, justiça por todos os dias que lá deixou minha alma ser torturada, fui julgado, condenado e executado por um crime que não cometi, quero um julgamento com o código penal, com a mesma lei animal, violenta e brutal ... Justiça"

Família diz:

"Estamos despedaçados, cada familiar e amigo que conheceu o Rodrigo e sabe a pessoa querida e amável que ele foi, sente a imensa dor que é perdê-lo. O sentimento é de indignação, principalmente pela forma brutal como tudo aconteceu e por todas as mentiras que estão sendo descobertas. Saber o quanto ele trabalhou para dar o melhor ao seu filho e ter sua vida ceifada por uma pessoa em quem ele confiou cegamente e que, até o momento fazia parte da família, é ainda mais doloroso.

Mas nossa maior preocupação agora é a criança que está envolvida nessa historia terrível e que, mesmo sem culpa nenhuma, terá sua infância marcada por este trauma. Não queremos vingança, pois acreditamos que a justiça será feita e só assim poderemos acalmar nossos corações, tendo a certeza de que a pessoa que o tirou de nós esta no lugar que merece. Queremos agradecer a todos os policiais civis e militares envolvidos na investigação, que não medem esforços para nos dar respostas, e também a todos que tem rezado por nós nesse momento de tanta tristeza, nosso sincero obrigado!

O caso

Ellen matou o marido e PM Rodrigo Federizzi com um tiro na cabeça enquanto ele dormia. Em depoimento, ela conta que cometeu o crime pela manhã e deixou o corpo ensanguentado no quarto até a noite e, após o filho dormir, serrou as pernas de Rodrigo, colocou o corpo em uma mala e as pernas em sacos plásticos. A mulher enterrou o corpo e as pernas do marido em locais separados.

Veja o depoimento de confissão:

A esposa do policial foi presa na noite do dia 10 de agosto, suspeita de assassinar o marido. Ele estava desaparecido, de acordo com os relatos da mulher, desde o dia 28 de julho. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), foram encontrados indícios de sangue no carro da mulher e na casa do casal. Além disso, a mulher só registrou o desaparecimento do marido dois dias após o sumiço, no dia 30 de julho.

O carro e a casa que apresentavam indícios de sangue após o assassinato foram lavados, de acordo com a perícia. Quando registrou o caso de desaparecimento junto à polícia, a mulher afirmou que ele havia desaparecido após sair levando a arma da corporação e dinheiro. De acordo com o depoimento dela, o policial estaria indo investigar um caso de roubo, no qual ela era a vítima.