Deputado do Paraná, Giacobo, está na linha de sucessão de Cunha ou de Maranhão

Redação


Com o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) do mandato de deputado federal determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, o deputado federal Waldir Maranhão (PP/MA) interinamente a presidência da Câmara. Entre os líderes da Casa, porém, a avaliação é de que se o plenário do STF confirmar a decisão de afastar Cunha, Maranhão – que é o primeiro vice-presidente do Câmara – não terá condições de se sustentar no cargo.

Maranhão também é investigado na operação Lava Jato, citado pelo doleiro e delator do esquema Alberto Youssef como tendo recebido pagamentos mensais que variavam de R$ 30 mil a R$ 50 mil. Além disso, ele também responde a dois outros processos no Supremo Tribunal Federal, por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens.

O próximo na linha sucessória de Cunha é o deputado federal paranaense Fernando Giacobo (PR). Ele é o segundo vice-presidente da Câmara. Essa condição já levou Giacobo a ser citado pelo jornal El País como alvo de inquérito contra ele por crimes contra a ordem tributária tramita no STF. Segundo a reportagem, ele também teria se envolvido em ações sob a acusação de sequestro e cárcere privado, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Esses últimos teriam prescrevido em 2011.

Na época, Giacobo afirmou através de sua assessoria que sua situação junto à Receita já teria sido regularizada. “Atualmente o deputado não responde a nenhum crime de ordem tributária”, afirmou o parlamentar em nota na ocasião.

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