Doce, Doce Amor…música com política na Alep

Redação


 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, vem revelando seu lado cultural, abrindo as portas da casa para mostras, exposições, lançamentos de livro (Nani Góis), programas e shows musicais como o semanal Política & Viola e outros. Ontem, quem abraçou o presidente foi o cantor Jerry Adriani, que está em Curitiba para fazer um show beneficente para a Provopar. Deu uma canja ou palhinha cantando o hit “Doce, doce amor”, e elogiou o “espetáculo de civilidade que Curitiba está dando para o Brasil”, numa referência à Operação Lava Jato. O cantor avaliou que “vamos sair dessa crise e dessas provas ainda mais fortes”.

No plenário, depois de destacar a importância de Curitiba nesse movimento de moralização do país, Jerry Adriani, lembrou uma história pitoresca envolvendo a música Doce, Doce Amor”. Quando a música foi lançada, na década de 70 havia uma cobrança de politização dos artistas. Ele foi intimado por um jornalista a se posicionar.

– “E eu respondi que tinha uma música politizada ‘Doce, Doce Amor’”. O repórter ficou indignado. Como música politizada? Essa é uma música melosa! Adriani respondeu que ele estava enganado. “Sabe de quem é essa música? Do Raul Seixas. Sabe quem é o ‘doce amor’, a democracia”. Conseguiu, pelo menos, deixar o jornalista em dúvida.

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