Eleição municipal é dissociada de presidencial, diz Bolsonaro após derrota de aliados

Ricardo Della Coletta - Folhapress

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Um dia depois de uma eleição marcada pela derrota de aliados, o presidente Jair Bolsonaro disse que os pleitos municipais são dissociados dos presidenciais e argumentou que não está preocupado com os efeitos da disputa deste domingo (15) em 2022.

“Só para recordar um fato. Em 2016 o [Geraldo] Alckmin elegeu o [João] Doria no primeiro turno [para a prefeitura], coisa rara em São Paulo. Dois anos depois o Alckmin teve 4% das eleições presidenciais. Então eleição municipal é dissociada das majoritárias. E não estou preocupado com 2022 não, isso aí é problema de todos nós”, afirmou o presidente, ao chegar ao Palácio da Alvorada.

As declarações do presidente, feitas na noite desta segunda (16), foram transmitidas por um site bolsonarista. Em sua estreia como cabo-eleitoral, Bolsonaro teve um resultado abaixo das expectativas de seus aliados.

Dos 59 nomes que referendou pessoalmente em suas “lives eleitorais gratuitas”, apenas 13 se elegeram -os principais, dois prefeitos de cidades interioranas, Mão Santa (DEM), em Parnaíba (PI), e Gustavo Nunes (PSL), em Ipatinga (MG).

Entre os nomes apoiados pelo presidente em grandes cidades, apenas Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, e Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza, passaram para o segundo turno.
Bolsonaro minimizou o apoio dado a candidatos de sua preferência, dizendo que fez apenas quatro lives para divulgá-los.

Na conversa com apoiadores, o mandatário criticou ainda Tarcísio Motta (PSOL), vereador reeleito que neste ano tirou do filho do presidente Carlos Bolsonaro (Republicanos) o título de candidato mais votado para a Câmara Municipal do Rio. Em outro trecho, o presidente investiu contra o apresentador Luciano Huck, que é visto como o Palácio do Planalto como um possível adversário para 2022.

O presidente se referiu a Huck como “um apresentador de televisão” que tem o apoio de um “pessoal mais progressista”. Para criticar Huck, Bolsonaro afirmou que ele comprou um avião com um empréstimo do BNDES -o apresentador justificou que usou um programa do banco que financia a aquisição de aeronaves da Embraer.

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