Em semana tensa, CIC ganha nova sede de batalhão da PM

Mariana Ohde


A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) será um dos bairros beneficiados pela instalação da nova sede do 23º Batalhão de Polícia Militar (23º BPM), pertencente ao 1º Comando Regional da PM (1º CRPM). A região foi alvo, nesta semana, de uma série de boatos e ameaças após a morte de um dos líderes do tráfico de drogas da capital – houve, inclusive, rumores sobre um toque de recolher estabelecido pelos traficantes. A CIC também foi alvo de uma operação da PM – a Curitiba Contra o Crime II, que intensificou o policiamento em várias regiões da cidade nos últimos dias.

Nova sede

A obra, que custou R$ 1,2 milhão, foi realizada em uma parceria entre o Governo do Paraná e a Canet Junior S.A. Desenvolvimento Imobiliário – que possibilitou a construção do prédio sem custos para os cofres públicos. A área tem 300 m² de área construída e 600 m² de área total. Situado na Rua Brazílio de Araújo, nº 458, a unidade conta com espaços para acomodação de policiais militares, salas de instrução, refeitório, área para a prática de atividades físicas e treinamentos.

“A nova sede está em um local estratégico da CI, no bairro Neoville, com várias vias de acesso e possibilitando o deslocamento rápido para diversas direções da CIC e do Fazendinha. Esta parceria foi firmada entre a empresa e o Governo do Estado. Com esse avanço, a Polícia Militar vai ampliar o policiamento ostensivo na região”, disse o Comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Paulo Lemes de Camargo.

Além da CIC, o bairro Fazendinha também deve ser beneficiado pela nova estrutura.

CIC

Com cerca de 200 mil moradores, a CIC concentra a maior parte da atividade econômica da capital. Com uma área de aproximadamente 43,4 milhões de m² – 10% da área total da cidade -, é um dos pólos industriais mais importantes do Paraná. Dezenas de vilas se formaram na região ao longo dos últimos anos e fizeram do bairro o mais populoso de Curitiba.

Operação Curitiba Segura II

O 1º Comando Regional da Polícia Militar do Paraná desencadeou a operação Curitiba Contra o Crime II na quarta-feira (6). A operação tem o objetivo de intensificar policiamento em todos os bairros da capital. Mais de 250 policiais, 50 motocicletas e 45 viaturas trabalham na ação, que não tem data para terminar.

São combatidos crimes como roubos, furtos, tráfico de drogas e a depredação do patrimônio público. Os policiais também trabalham para capturar foragidos da justiça. “Estes crimes tem crescido em todo o estado e, de forma geral, no Brasil, em virtude das circunstâncias que estamos passando. O objetivo principal é inibir estes delitos através de uma massificação de policiamento ostensivo”, disse o subcomandante geral da PM, coronel Arildo Luis Dias.

O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, falou sobre as operações policiais em andamento no estado e incorporação de novos policiais militares durante a inauguração da nova sede. “Nesse momento fazemos a segunda fase da operação Alexandria, voltada contra facções criminosas no Paraná. Ontem [quarta] fizemos a grande operação da Polícia Militar com 250 policiais. Teremos ainda a incorporação de 2,2 mil soldados, além da aquisição de novas viaturas no modelo piloto de locação de veículos, demonstrando os investimentos na área de Segurança Pública que passarão a render frutos no segundo semestre”, acrescentou.

Toque de recolher

A Polícia Militar não confirmou o suposto toque de recolher que teria sido estabelecido na CIC após a morte de Diandro Cláudio Melanski, considerado um dos maiores traficantes de Curitiba. Porém, durante a semana, a polícia reforçou a segurança na região – na noite de segunda-feira (4) e na madrugada de terça-feira (5) houve uma movimentação policial maior no bairro devido à divulgação de áudios através do WhatsApp que falavam do suposto toque de recolher.

Diandro Cláudio Melanski foi morto à tiros dentro de um carro na CIC. Considerado um dos maiores traficantes do estado, sua morte movimentou as redes sociais e principalmente o WhatsApp com a informação de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) que “a guerra começou”. Em um dos áudios compartilhados, um homem afirma que “a ordem é tacar fogo em tudo”.

 

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal