Esposa confessa assassinato de PM em Curitiba

Narley Resende


Esposa do policial militar Rodrigo Federizzi, encontrado morto nesta semana, Ellen Homiak mudou versão de depoimento prestado na semana passada e confessou nesta segunda-feira (15) ter matado o marido. A informação foi confirmada pelo delegado Fábio Amaro, da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

Presa desde quarta-feira passada, Ellen inicialmente alegava inocência. A confissão foi obtida na DHPP durante depoimento oficial. O caso é investigado em sigilo e a polícia não divulgou detalhes do depoimento.

“Ela confessou o crime e será ouvida novamente agora pela noite. Acredito que ela vai falar tudo e amanhã eu retorno para colher as informações. Agora, Ellen passa da condição de suspeita para acusada e isso faz com que seja possível seguir adiante e buscar Justiça à família”, afirmou à rádio Banda B o advogado Reinaldo Vinicius, que representa os pais do policial.

O corpo de Federizzi foi encontrado na manhã de domingo (14) em uma área rural do município de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, identificado inicialmente por causa da aliança com nome da esposa. Um exame confirmou a identidade do policial.

Investigação

A casa do policial militar Rodrigo Federizzi, de 32 anos, que desapareceu na quinta-feira, dia 4 de agosto, passou por perícia para identificar provas que pudessem incriminar a esposa do PM.

Suspeita de homicídio, a mulher foi presa na última quarta-feira (11) depois que a perícia encontrou marcas de sangue na casa e no carro do casal.

Farsa

A esposa registrou boletim de ocorrência no sábado, três dias depois do desaparecimento do PM.

Na ocasião, ela disse que o marido saiu de casa sem dar satisfação, dizendo apenas que sairia para resolver uma questão, e que estaria acompanhado de um colega.

A mulher disse à polícia que o marido poderia estar investigando um caso em que ela foi vítima, em maio deste ano, quando foi supostamente assaltada.

Na época, a mulher chegou em casa ferida e disse que os bandidos tentaram abusar sexualmente dela.

Por encontrar incoerências no depoimento da esposa, a polícia resolveu fazer a perícia na residência do casal.

Provas

Com uso da substância química luminol – um pó que reage quimicamente e expõe vestígios de sangue, a polícia encontrou marcas de sangue em dois cômodos da residência, no carro do casal e numa serra em forma de arco.

Essa solução, quando borrifada nos locais suspeitos, reage em contato com o ferro presente na hemoglobina do sangue e libera uma luz azulada. Amostras do sangue serão examinadas para identificar o DNA da vítima.

A Secretaria de Segurança Pública deve aguardar o fim do inquérito antes de divulgar mais informações. A esposa do policial teve prisão temporária decretada, com prazo de 30 dias.

O responsável pelas investigações é o delegado Jaime Luz. O casal tem um filho de nove anos que está com familiares.

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