Estagiária de creche flagrada agredindo crianças é indiciada por tortura

Fernando Garcel


A Polícia Civil indiciou a estagiária de uma creche de Salto de Lontra, na região Sudoeste do Paraná, pelo crime de tortura. A Justiça decretou a prisão preventiva de Érika Tonietto, de 27 anos, na quarta-feira (29). A polícia tem até a próxima sexta-feira (7) para entregar o despacho de indiciamento ao Ministério Público do Paraná (MPPR). Após essa etapa, os promotores podem entregar à Justiça um pedido de abertura de processo criminal, o que pode colocar a suspeita no banco dos réus.

Presa ontem, Érika não quis responder às perguntas do delegado. Orientada pelo advogado que a defende, a investigada vai se pronunciar apenas à Justiça.

O delegado titular da Delegacia Central de Francisco Beltrão, na mesma região de Salto do Lontra, explica que as autoridades tomaram conhecimento do caso quando um vídeo da agressora foi divulgado nas redes sociais, no dia 24 de março. Segundo o delegado, o caso passou a ser investigado no dia seguinte.

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A denúncia foi realizada por outra funcionária desta mesma creche em Salto do Lontra. Além dela, foram tomados também depoimentos com pais, mães e responsáveis de outras crianças. “Outras testemunhas, inclusive pais de outras vítimas. Outras duas mães falaram que acharam estranho a mudança de comportamento, para pior, de algumas crianças apontadas como vítimas também. A outra estagiária, que fez a filmagem, diz que não foi só a criança que estava no vídeo e que houve outras vítimas”, declarou o delegado.

O delegado ainda explica que Érika foi indiciada pelo crime de tortura porque os casos são recorrentes – tanto nesta creche em que foi flagrada por outra funcionária, quanto em outro centro de educação em que ela havia trabalhado anteriormente. O crime de tortura de tem pena prevista de dois a oito anos de prisão. Se fosse um caso isolado, a investigada seria indiciada por maus tratos, com penas mais brandas.

A Polícia Civil vai esperar os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) para finalizar o inquérito policial e entregar as investigações para o MPPR.

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