Ex-deputado Osmar Bertoldi é preso em Balneário Camboriú

Redação


O suplente de deputado federal e ex-deputado estadual Osmar Bertoldi (DEM-PR) foi preso na noite dessa quarta-feira (24), em Balneário Camboriú, no Litoral de Santa Catarina. Segundo a Polícia Federal, após recebimento de informações de monitoramento da Agência de Inteligência, a Polícia Militar encontrou Bertoldi em casa, por volta das 22h, na Rua 2800, no Centro de Balneário Camboriú. A ação da PM teve apoio da PF, através do Canil de Itajaí e a Superintendência de Curitiba.

O ex-deputado realizou o exame de corpo de delito na tarde desta quinta-feira (25), no Instituto Médico Legal.

FORAGIDO

Osmar Bertoldi estava foragido. Um mandado de prisão preventiva contra ele estava aberto por descumprimento de medida protetiva. Ele é acusado de agredir a ex-namorada Tatiane Bitencourt, no ano passado, e descumprir a ordem de manter distância dela. Em decisão do Tribunal de Justiça, com base na Lei Maria da Penha, Bertoldi deveria manter distância da ex-mulher depois que ela denunciou as agressões.

O advogado Claudio Dalledone, que assumiu a defesa de Bertoldi na semana passada, afirma que vai solicitar a transferência do ex-deputado para Curitiba. “Vou informar a Justiça daqui e solicitar um recambiamento para trazer ele pra cá. Depois disso vou tomar pé da acusação e apresentar a defesa”, afirma. Apesar de foragido, Berdoldi estava em sua casa em Camboriú, segundo o advogado.

Em dezembro, o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion, exonerou Bertoldi do cargo de diretor de programas da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), após repercussão do caso.

Caso

bertoldi-b

Tatiane Bittencourt teria sofrido diversas agressões do ex-noivo e resolveu denunciar em agosto do ano passado. Por descumprir a decisão da Justiça, Bertoldi teve decretada a prisão domiciliar, em que deveria usar uma tornozeleira eletrônica. O oficial de Justiça responsável por entregar a intimação não conseguiu encontrar Bertoldi. Ele também não estaria aparecendo no trabalho dias antes.

Reprodução / Facebook / Tatiana Bitencourt.
Reprodução / Facebook / Tatiana Bitencourt.

Tatiane contou que foi espancada por Bertoldi. “Me pegou pelo cabelo, me deu vários socos, me prensou com os joelhos, me deu uma joelhada. A vítima ainda relata que foi encarcerada para não expor as marcas de agressão.

“Fiquei seis dias sem poder sair. Depois da primeira agressão ainda teve outras nesse tempo”, conta.

“Ele fez eu dizer pra minha família que eu tinha viajado. Depois que eu disse que não ia denunciar ele me liberou. Eu fiquei com tanto medo que realmente não ia denunciar. Minha mãe viu, meus filhos, ficaram revoltados e resolvi denunciar”.

O advogado Rafael Carvalho, que defendia Bertoldi, afirmou na época que a vítima também agrediu o ex-noivo. “Ela agrediu ele fisicamente, com socos, tapas. É do nosso conhecimento que ele luta muay thai. Ele apenas se defendeu tentando acalmá-la”, disse.

A promotora de Justiça Mariana Bazzo, coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero (Nupige) do Ministério Público, alerta para que as mulheres sempre denunciem agressões. “É importante que a mulher sempre denuncie. Porque a mulher mesmo não entende, por vezes, que aquela violência pode chegar a culminar em sua morte”, alerta.

Veja o laudo e o despacho da medida protetiva.

IRMÃ DE BERTOLDI FOI ASSASSINADA PELO NAMORADO

Em 2012, Mariana Bertoldi, de 39 anos, irmã do ex-deputado estadual Osmar Bertoldi, foi assassinada pelo namorado no bairro Rebouças, em Curitiba, Ela estava grávida de dois meses. Mariana teria ido ao médico antes de ser assassinada.

O namorado dela, de 26 anos, Leandro Ferreira de Goes disse à polícia que marcou de se encontrar com a namorada depois que ela saísse do médico, em dezembro de 2012. Eles teriam começado a discutir no carro dele e, na versão dele, ela o teria agredido. “Ele disse que pegou uma faca que tinha no carro e deu o primeiro golpe na barriga da vítima”, declarou o delegado Rubens Recalcatti, responsável pela investigação na época. Mariana então teria saído do automóvel, onde a briga continuou e ela foi atingida por outros quatro golpes, na Rua Alferes Poli, no Rebouças.

O assassino foi condenado a 22 anos de prisão.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="354857" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]