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Ex-estagiários do TJ são presos por clonar cartão de crédito

A Polícia Civil prendeu dois estagiários do Tribunal de Justiça (TJ), na manhã desta quinta-feira (28), suspeitos de int..

Andreza Rossini - 28 de julho de 2016, 16:07

A Polícia Civil prendeu dois estagiários do Tribunal de Justiça (TJ), na manhã desta quinta-feira (28), suspeitos de integrar uma quadrilha envolvida em clonagens de cartões de crédito, cometendo fraudes de R$ 100 mil. Após dois meses de investigações, a os policiais conseguiram identificar 14 vítimas, mas acredita que esse número seja superior. Eles cometiam os crime quando estagiavam no local.

O estagiário de direito, de 20 anos e o estagiário de administração, de 21 - ambos estudantes de faculdades da capital - foram presos através de um mandado de prisão temporária nos bairros, Alto Boqueirão e Santa Cândida. Alguns objetos comprados pelos suspeitos foram apreendidos pela polícia.

As investigações iniciaram depois que o Setor de Segurança do Tribunal de Justiça (TJ) entrou em contato com delegacia informando que a dupla estava agindo de maneira suspeita, recebendo varias entregas de objetos na própria instituição.

Segundo investigações, os suspeitos realizaram diversas compras - celulares, roupas, tênis, entre outros produtos - pela internet de forma fraudulenta.

De acordo com o delegado-titular da DE, Wallace de Oliveira Brito a dupla recebia as mercadorias na própria instituição. “Aproveitando a condição de estagiários no Tribunal de Justiça, eles apontavam o endereço como destino de entrega dos objetos adquiridos de forma criminosa, inclusive, com a violação de dados de próprios servidores do órgão, além de pessoas de fora”, explica o delegado.

Os jovens preferiram permanecer calados e só falar em juízo. Eles vão responder pelos crimes de estelionato, falsidade documental, furto mediante fraude e associação criminosa. Somadas, as penas ultrapassam 15 anos de prisão.

A polícia continua investigando o caso para saber como a dupla conseguia os dados dos cartões de crédito e dos códigos de segurança, das vítimas para efetuar o crime.