Ex-marido confessa o assassinato de estudante em Curitiba

Fernando Garcel


O mecânico Enio Ivan Bertoncello, de 32 anos, principal suspeito da morte da estudante de Direito, Mahara D’Avila Scremin, de 23, confessou que matou a ex-mulher após ser preso pela Polícia Civil no domingo (4), em Curitiba. Separados há cerca de quatro meses, ele teria assassinado a jovem por ciúmes.

Se condenado, Bertoncello pode pegar até 30 anos de prisão. Ele foi alvo de mandado de prisão temporária por ser o principal suspeito e também é investigado por tentar forjar um latrocínio. Depois que matou Mahara, ele levou o celular e o tablet da vítima para simular um assalto.

Ele foi apresentado à imprensa na manhã desta terça-feira (06) e afirma que agiu por “forte emoção”. Se dizendo arrependido, pediu desculpas à família da estudante. “A gente se amava. Até hoje eu sinto falta dela. Bateu o arrependimento. Eu amo a Mahara e ela me amava”, disse Bertoncello.

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Uma parente de Mahara, que prefere não ser identificada, diz não ter palavras para descrever a triste surpresa que a família teve ao saber que o criminoso é o ex-marido da vítima. “Foi chocante. A gente nunca espera que uma pessoa tão próxima vá fazer uma coisa dessas”, declarou.

Para o delegado que conduziu as investigações, Cássio Conceição, não há dúvidas de que o crime tenha sido motivado por ciúmes e possessividade. “É ódio e ciúmes. Ele tem um perfil bem passional. A Mahara já estava tentando há algum tempo afasta-lo. Por ciúmes e ódio e por essa possessividade ele acabou matando a Mahara”, disse.

De acordo com o delegado, o ex-marido confessou o crime que foi premeditado. Ele comprou um par de luvas cirúrgicas quando se encaminhava para a casa dela, minutos antes da morte. O objetivo dele era não deixar impressões digitais pela casa e, assim, dificultar a investigação. “Não teve conversa. Ele chegou agredindo. Asfixiou, ela caiu no chão e ele passou a faca duas vezes no pescoço dela”, afirma Conceição.

Durante o velório de Mahara, quando ainda não se sabia a autoria do crime, Enio chorou ao lado do caixão e chegou a consolar a mãe da estudante. Depois do crime, ele também enviou mensagens para o celular da vítima para tentar criar um álibi. “Desde o momento e do local do crime, os investigadores já perceberam que uma das linhas de investigações apontavam para o ex-companheiro da Mahara”, declarou o delegado responsável pelo caso.

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