Exposição da dupla cubana “Los Carpinteros” abre nesta terça (22), no MON

Guilherme Grandi


O Museu Oscar Niemeyer abre nesta terça (22) a mostra ‘Los Carpinteros: Objeto Vital’, da dupla cubana Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez. Eles são conhecidos em boa parte da comunidade internacional por misturar arquitetura, escultura e design com um forte apelo social e crítica ácida, sagaz e bem-humorada.

Com curadoria de Rodolfo de Athayde, a exposição ocupará duas salas do MON, com mais de 60 obras como desenhos, aquarelas, esculturas, instalações e vídeos. “O objeto será o protagonista desta exposição, forçado a uma constante metamorfose pela ideia artística: imaginado em desenhos, projetado e testado nas maquetes tridimensionais ou alcançando sua vitalidade máxima como utopia realizada nas grandes instalações”, descreve ele.

Nas duas salas, o público poderá acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para a exposição no Brasil, a partir de ideias e desenhos anteriores:

Objeto de Ofício – Segmento dedicado ao primeiro período, determinado pela manufatura artesanal de objetos inspirados pelas vivências do cotidiano e o uso intensivo da aquarela como parte do processo de visualização da ideia inicial da obra. Os trabalhos são fruto da intensa troca criativa ocorrida durante o período da formação dos artistas, no Instituto Superior de Arte em Havana. Naturalmente, também refletem o contexto cubano dos anos 1990, em franca crise econômica.

Objeto Possuído – Apresenta o momento em que o trabalho de Los Carpinteros começa a ganhar representatividade em importantes coleções no mundo com obras que, para além das problemáticas especificamente cubanas, falam de questões existenciais universais.

Espaço-Objeto – Neste núcleo é dedicada atenção especial à arquitetura e às estruturas, temáticas constantes na obra dos artistas, que reiteradamente selecionam referências do entorno urbano para subvertê-las, ao alterar contexto e funcionalidade. Esse diálogo, característico do trabalho de Los Carpinteros, permeia toda a exposição e terá neste segmento um espaço reservado.

O coletivo Los Carpinteros foi fundado em 1992 pelos artistas Marco Castillo, Alexandre Arrechea e Dagoberto Rodriguez, graduados pelo Instituto Superior de Arte de Havana. O nome foi atribuído aos artistas por alguns de seus colegas, em virtude da empatia com o material trabalhado e com o ofício que foi resgatado como estratégia estética. Em 2003, Alexandre Arrechea deixou o grupo e Marco e Dagoberto deram continuidade ao trabalho.

Los Carpinteros já expuseram em alguns dos maiores museus do mundo, como o MoMA e o Guggenheim em Nova Iorque, o Museum of Contemporary Art em Los Angeles e a TATE Gallery, em Londres. Já passaram também pelo México, Japão, França, Suíça, entre outros países. Os dois artistas que hoje compõem Los Carpinteros vivem e trabalham entre a capital cubana e Madri, na Espanha.

A mostra fica em cartaz até o dia 3 de dezembro.

Serviço:
Exposição Los Carpinteros – Objeto Vital
A partir desta terça (22), às 19h, no Museu Oscar Niemeyer
Rua Mal. Hermes, 999, Centro Cívico
Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h.
Ingressos a R$ 16 (meia disponível).

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