Gaeco indicia 27 pessoas investigadas na quinta fase da Operação Publicano

Fernando Garcel


Vinte e sete pessoas foram indiciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no processo referente a quinta fase da Operação Publicano, que investiga o esquema de pagamento e recebimento de propina envolvendo auditores da Receita Estadual do Paraná.

Concluído nesta segunda-feira (23), o Gaeco indiciou sete auditores, dois advogados, um contador, seis empresários e outras 11 pessoas ligadas ao esquema. Eles vão responder por crimes de corrupção ativa e passiva, extorsão, falsidade ideológica, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de ativos.

Agora, o inquérito será analisado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Se concordar, a promotoria deve oferecer a denúncia à Justiça.

Quinta fase

Deflagrada no dia 12 de maio, a operação cumpriu mandados no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram expedidos 36 mandados de busca e apreensão, 20 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento e outros quatro de prisão preventiva, quando não há previsão para liberação. Entre os mandados de prisão, estava o delator e auditor Luiz Antônio de Souza.

Operação Publicano

A operação, que já teve cinco fases, descobriu um esquema dentro da Receita Estadual. As investigações apontam que empresários pagavam propinas para auditores em troca de vantagens indevidas que podem ter sonegado mais de R$ 750 milhões em impostos e multas não aplicadas. Ao longo das fases, o Ministério Público do Paraná denunciou mais de 200 pessoas que participavam do esquema.

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