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Grupo que falsificava documentos é preso em Curitiba

Um grupo especializado em falsificação foi desarticulado pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (26), em Curitiba..

Mariana Ohde - 27 de abril de 2016, 10:08

Um grupo especializado em falsificação foi desarticulado pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (26), em Curitiba. A quadrilha forjava os mais variados documentos, desde carteiras de identidade (RG) ao CPF, habilitação de motorista, documentos de veículos, cartões bancários até carteirinhas de faculdade, atestados médicos, declarações de imposto de renda e contas de luz.

“O esquema era especializado em fabricar uma pessoa totalmente nova, a partir de dados de terceiros, forjando uma nova identidade e abandonando o nome sujo para trás”, explicou o delegado-titular do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Rodrigo Brown. O chefe do esquema, Rui Menin, de 39 anos, já tinha dois mandados de prisão em aberto pela Polícia Federal, também por estelionato. Ele já havia sido preso anteriormente por manter em funcionamento práticas quase idênticas à encontrada nesta terça-feira.

Prisão

Menin foi abordado por uma equipe do Cope no momento em que entregava carteiras de identidade a Valter Manoel Quintino, de 48 anos, nas proximidades de um shopping center no bairro Portão, na frente do apartamento onde era mantida a fabriqueta com todo o aparato necessário para a falsificação, como máquinas para gravar cartões magnéticos, computadores e impressoras. No apartamento, também foram apreendidos documentos em branco, para serem preenchidos.

Com eles, a polícia apreendeu pastas com grande organização de dados cadastrais e cópias bem próximas de documentos legítimos.

Também foram presos André Ricardo da Silva, de 42 anos, que tinha antecedente criminal por estelionato, e Fabiana Alconches Lopes, de 31 anos. “Documentos falsos trazem muita dor de cabeça para as forças de segurança. É comum marginais serem presos e apresentarem documentos falsos, por isso sempre procuramos descobrir de onde surgem esses registros”, diz o delegado.

De acordo com Brown, eles responderão pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e particular. As investigações prosseguem para identificar as pessoas que faziam uso desses falsificadores e com qual objetivo. “Quem procura esse tipo de serviço com certeza está com problemas com a lei ou pretende praticar algum tipo de golpe”, afirma o delegado. Os suspeitos presos encontram-se no Cope, à disposição da Justiça.