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Acusado de matar namorada com taco de beisebol será denunciado por feminicídio

Anderson Barbosa, de 39 anos, será denunciado pelo crime de homicídio pela promotoria de Ponta Grossa, nos Campos Gerais..

Fernando Garcel - 10 de agosto de 2017, 15:54

Anderson Barbosa, de 39 anos, será denunciado pelo crime de homicídio pela promotoria de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, nesta quinta-feira (10). Ele é acusado de matar a então namorada Juliana Silveira Nunes, de 33 anos, com golpes de um taco de beisebol. Na denúncia, o Ministério Público do Paraná (MPPR) também deve apresentar os agravantes de motivo torpe, meio cruel e feminicídio.

Se for condenado a pena poderá chegar a 30 anos de prisão.

"Nesse caso, a gente constatou que existe tres qualificadores. O motivo torpe, que seria o ciúmes, que ele mesmo afirma; o meio cruel, pois houve asfixia e as diversas tacadas que ele praticou contra ela; e o feminicídio pelo menosprezo pela condição de mulher", declarou a promotora, Fernanda Basso.

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O crime

De acordo com o Anderson, o crime ocorreu por ciúmes, após uma discussão e a arma usada foi um taco de basebol e depois uma corda. O homicídio ocorreu no bar que o casal possuía em sociedade e onde foi encontrado o corpo da vítima no início da manhã do último dia 27, no bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. A Polícia Militar foi chamada por vizinhos do estabelecimento que teriam ouvido gritos.

Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. “Ao sabermos do crime, já imaginamos a possibilidade de fuga. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. Quando foi abordado, por volta das 11 horas da manhã, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski.

O assassino admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai. Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas pra curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) Tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de basebol. Para me defender dei uma dela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de basebol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.