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Homem manda matar família que não aceitava seu relacionamento com menor

Quatro homens com idades entre 18 e 33 anos foram presos por investigadores da seção de homicídios da 14ª Subdivisão Pol..

Mariana Ohde - 01 de setembro de 2016, 09:48

Quatro homens com idades entre 18 e 33 anos foram presos por investigadores da seção de homicídios da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava durante diligências realizadas no mês de agosto. Eles são suspeitos por um quádruplo homicídio em Baú, área rural do município de Turvo, região central do Paraná.

O crime aconteceu no dia 26 de junho. Quatro pessoas da mesma família foram mortas - Sebastião Fernandes Barreto, 60 anos; Josefa Lopes Stempniak, 66 anos; João Stempniak Filho, 47 anos e Odete Aparecida Moraes, 40 anos.

Eles foram assassinados a facadas e tiros na propriedade rural da família. Após o crime, os suspeitos atearam fogo na residência.

Segundo a polícia, o mentor do crime, conhecido como Neguinho, de 33 anos, era ex-genro de Josefa. Ele, atualmente, se relaciona com sua neta adolescente, que está grávida do segundo filho dele. O delegado responsável pelo caso, Luiz Alberto Vicente de Castro entrou com o pedido de prisão preventiva contra o ele e  o suspeito foi preso no dia 10 de agosto, em sua residência em Inácio Martins.

Durante o interrogatório, Neguinho confessou ter contratado três homens - Ardirico, de 23 anos, Nego, de 18 anos e Robinho, de 22 anos - para matar Josefa porque ela não aceitava o relacionamento de Neguinho com sua neta. Neguinho contou que ofereceu R$ 5 mil para os suspeitos e os orientou a colocar fogo em toda a propriedade, para não deixar nenhum rastro.

Ardirico, Nego e Robinho também foram presos em suas residências no município de Inácio Martins, entre os dias 16 e 18 de agosto. Todos foram levados para a 14ª SDP.

O delegado Castro conta que Neguinho esteve detido por causa de seu relacionamento com a menor. “Em 2011, ele foi preso em Irati, pelo crime de estupro de vulnerável, cumpriu sua pena e voltou a se envolver com a menina. Josefa não aceitava isto e fazia denúncias recorrentes contra ele no Conselho Tutelar da cidade”, ressalta.

Os quatro foram encaminhados à Cadeia Pública de Guarapuava, onde permanecem à disposição da Justiça. Eles responderão pelo crime de homicídio qualificado, podendo pegar mais de 30 anos de prisão.

(Com informações da Polícia Civil do Paraná)