Hugh Jackman passa pelo Brasil e diz que ‘Logan’ é carta de amor aos fãs

Caderno Gente


Com Metro Jornal

É, todos só falam deste filme. As entrevistas e os traillers não param! Quem ama a sequência de filmes de X-Men, não vê a hora de chegar o dia do lançamento, que será 02 de março de 2017, no Brasil. Alguns (assim como eu) se sentem um pouco órfãos, e ao mesmo tempo curiosos para ver a “despedida” do ator Hugh Jackman do personagem que lhe deu mais notoriedade, o Logan ou Wolverine, como preferir.

Dezessete anos depois de estrelar “X-Men” (2000), Hugh Jackman finalmente tem a sensação de dever cumprido em relação ao mutante Wolverine com “Logan”.

“Só chegamos ao coração do personagem neste filme. Queria contar a história de Logan enquanto homem, e não como Wolverine. Essa é sua história definitiva, e é uma carta de amor para os fãs’”, afirmou o astro durante passagem por São Paulo, na manhã de domingo (19), para divulgar a produção.

No longa, dirigido por James Mangold, o ator vive uma versão envelhecida do personagem, que, em 2029, se vê impelido a cuidar de seu mentor, o professor Charles Xavier (Patrick Stewart) – no estágio inicial de uma demência –, e de uma garota mutante detentora de seus mesmos poderes: alto grau de regeneração e garras afiadas revestidas de adamantium.

Laura

Cartaz Logan

Vivida por Dafne Keen, Laura é perseguida por uma corporação que faz experiências genéticas. “Apesar de haver crianças em cena, esse filme não é para elas. É um filme para adultos, com muita violência”, alertou o ator. Ele se refere à profusão de sangue que jorra na tela pelas mãos de seu personagem e das de Dafne. O elemento tem função narrativa, como explicou Jackman. “Não dá para entender Logan até sentir e entender o que a violência faz com ele. Esse homem foi feito para ser uma arma. As coisas que amamos dele, como sua casca grossa, vêm daí – e ele precisa aprender a viver com isso.”

O filme e a polêmica do Muro na fronteira do EUA com México

O ator também se revelou surpreso com a relevância do filme para os dias de hoje. “Algumas das coisas sobre as quais falamos, como muros de fronteira, foram escritas um ano antes de começarem a falar sobre isso. Esse filme é sobre conexões, e isso é confuso, frustrante, pode ser perigoso e levanta uma pergunta que todos nos fazemos hoje: vale a pena? Devemos convidar nossos vizinhos para jantar ou devemos construir uma cerca?”

Logan Facebook

Apesar de entender que a nova produção nasceu dentro do universo de heróis de quadrinhos que invadiram o cinema nas últimas duas décadas, o astro demonstra o desejo de ver o filme enquadrado fora desse gênero. “Queremos que as pessoas o vejam de uma forma revolucionária como foi há 17 anos e se conectem com as experiências humanas que estão ali. Esse é um filme sobre velhice, morte, o sentido da vida, família e o que vale arriscar por ela.

Torço para que os fãs digam: ‘Este é finalmente o filme do Wolverine que queríamos ver’.” Hugh Jackman está tão satisfeito com o resultado que, nove filmes após encarnar o personagem pela primeira vez, está pronto para se despedir dele. “Quando vejo tudo, fico emocionado e sinto uma grande satisfação. Esse foi o último filme como Wolverine. Não vou sentir saudades porque ele estará sempre lá. Mas se eu não conseguir trabalho nos próximos 12 meses, talvez eu sinta tristeza”, brincou ele, aos risos.

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