Ilustradores argentinos contam a história de Billie Holiday através dos quadrinhos

Guilherme Grandi


Com Metro Jornal

Foram 44 anos de uma das mais intensas histórias já vistas no mundo da música. Billie Holiday (1915-1959) viveu de tudo: preconceito, agressões, uso abusivo de álcool e drogas, desilusões amorosas e sucesso absoluto no jazz.

Essa mulher de Maryland, nos Estados Unidos, reuniu em sua voz a agonia, a dor e também o prazer de cantar. Um pouco dessa trajetória visceral pode ser vista na bela HQ “Billie Holiday”, dos argentinos José Muñoz e Carlos Sampayo, lançada pela Mino.

Lady Day, como também era conhecida, está no mesmo patamar das vozes femininas mais incríveis de todos os tempos, de Maria Callas a Édith Piaf, um grupo de mulheres que tiveram, além de uma carreira artística brilhante, histórias tristes.

"Billie Holiday", de José Muñoz e Carlos Sampayo. Editora Mino [R$ 70].
“Billie Holiday”, de José Muñoz e Carlos Sampayo. Editora Mino [R$ 70].
Vencedora de alguns prêmios pelo mundo, “Billie Holiday” traz tudo isso, embalado pelo alto contraste e uso de sombras de Muñoz, e o roteiro de Sampayo, que apresenta a trama a partir de três pontos de vista: o de um repórter que precisa escrever uma matéria, apesar de não conhecer a personagem; o da própria Billie; e o do detetive Alack Sinner, que tem alguns encontros casuais com a cantora durante a história.

No trecho histórico contado pela dupla argentina, Billie passa por situações de dor e sofrimento. Foi inúmeras vezes estuprada. Por conta do uso intenso de drogas, principalmente cocaína e heroína, esteve trancafiada em locais para tratar loucos e delinquentes e teve sua entrada proibida nos mesmos lugares onde antes cantava sorridente.

Apesar dos golpes diários, esse sorriso era uma marca de Lady, principalmente com pessoas que estiveram ao seu lado quando ela fazia uma das coisas que sabia melhor: cantar. Louis Armstrong, Lester Young e Stan Getz são apenas alguns parceiros que embalavam aquela voz poderosa, decidida e hipnótica.

Foi na música que Billie Holiday foi acolhida como merecia: como uma rainha

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