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Inquérito conclui que policial foi induzido a invadir condomínio

Um inquérito criminal, assinado pelo delegado Ricardo de Miranda Monteiro, no processo que investiga o policial Gabriel ..

Narley Resende - 24 de agosto de 2016, 18:39

Um inquérito criminal, assinado pelo delegado Ricardo de Miranda Monteiro, no processo que investiga o policial Gabriel Castanheira na Corregedoria da Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (24) que o investigado foi "induzido" a invadir em maio, com fuzil e granada, o condomínio onde mora, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

O delegado afirmou no inquérito que o empresário Luiz Mussi, morador do condomínio familiar, prestou queixa antes da invasão.

O caso chamou atenção pela agressividade do policial que usou armas e detonou granada para coagir os seguranças do condomínio. Ele teria sido impedido de entrar na própria casa após desavenças com o empresário. Castanheira mora na casa da irmã de Mussi.

Segundo o delegado do caso, Castanheira foi "induzido a prática dos fatos ilícitos que lhe são atribuídos, a fim de ser preso em flagrante delito, numa situação previamente planejada por Luis Guilherme Gomes Mussi".

O inquérito absolve o policial. "A ilicitude de toda sua conduta é excluída pela citada norma do Código Civil, pois agiu por suar próprias forças tão logo teve turbada sua posse do imóvel", diz o documento assinado pelo delegado.

Conforme o documento, Luiz Mussi se deslocou à Corregedoria para denunciar Castanheira antes de ele invadir o condomínio. O policial chegou ao condomínio entre 11h e 11h24, segundo horários das câmeras e horário de acionamento das viaturas (11h25) como consta no boletim de ocorrência, e Mussi esteve na Corregedoria às 11h05.

O advogado Rodrigo Muniz, que representa Luiz Mussi, disse que ainda não teve acesso ao inquérito e pediu mais tempo antes de se pronunciar.

A Polícia Civil informou que "apesar da absolvição no inquérito criminal, a Corregedoria da Polícia Civil apura paralelamente em procedimento administrativo interno se houve transgressão disciplinar do policial civil Castanheira no caso da invasão do condomínio em Campo Largo".

A Corregedoria esclareceu em nota, que o processo continuar internamente. "A Corregedoria da Polícia esclarece que o policial civil não foi absolvido no inquérito criminal. O delegado que presidiu o inquérito que foi encaminhado para Justiça entendeu que ele não cometeu crime. A Corregedoria esclarece ainda que apura paralelamente em procedimento administrativo interno se houve transgressão disciplinar - com pena de demissão - do policial civil Antônio Gabriel Castanheira Junior no caso da invasão do condomínio em Campo Largo em maio deste ano".

O advogado Cláudio Dalledone, que defende Castanheira, disse em comunicado à imprensa, que aguarda o retorno do policial ao trabalho na Denarc. “A Justiça tarda, mas não falha. O policial civil Castanheira é uma vítima do senhor Luís Mussi. Isso ficou comprovado após a investigação da Corregedoria da Polícia Civil que apurou com extrema retidão os fatos decorridos no dia 18 de maio. Esperamos agora o pronto retorno de Castanheira para a Denarc, onde exerce com extrema eficiência o trabalho policial”, disse.

(Matéria atualizada às 21h51 para inclusão de nota da Corregedoria)