Fiscal foi morto por investigado na ‘Pane Seca’, diz polícia

Andreza Rossini


Com Metro Curitiba e Band Curitiba

A DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa) apresentou no último domingo três homens suspeitos do assassinato de Fabrízzio Machado da Silva, presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis, morto a tiros em frente a sua casa, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba, no dia 23 de março.

Entre os detidos está o empresário Onildo Chaves de Cordova II, proprietário de quatro postos de combustíveis – dois em Curitiba e outro dois na região metropolitana – acusado pela investigação de ser o mandante do crime.

Os outros dois presos foram o suposto executor e um homem que o ajudou após o crime. A prisão dos três é válida por 30 dias e poder ser transformada em preventiva.

Segundo a DHPP, o executor teria recebido R$ 21 mil para ‘fazer o serviço’. Cinco mil reais adiantados e R$ 16 mil após o assassinato – pagos pessoalmente pelo empresário. “O pessoal não gostava do Fabrízzio em razão da função que ele exercia, isso ficou muito claro durante a investigação. A gente tem plena convicção de que o Onildo foi o mandante, várias provas, inclusive o valor que foi pago e como foi pago”, declarou o delegado da DHPP, Cássio Dias Conceição.

A investigação começou a partir de denúncias no 0800 da DHPP. Pessoas viram o executor dirigindo o Sandero utilizado no crime horas antes em Fazenda Rio Grande, na RMC, e também disseram que ele tinha marcas de queimaduras – possivelmente causadas quando ele colocou fogo no carro, no dia seguinte ao crime, na Caximba.

O executor foi detido na última quinta (27) à noite no Tatuquara, após desobedecer ordem de parada e bater em um ônibus. No dia seguinte de manhã, o homem que teria lhe ajudado foi preso na Ceasa, onde trabalhava. Já Onildo foi preso na última sexta (28) em um flat no Batel. Eles vão responder pelo crime de homicídio qualificado por emboscada e sem chance de defesa da vítima. Se condenados poderão ficar de 15 até 30 anos presos.

Fabrízzio foi morto quando chegava de carro em casa. Enquanto esperava para abrir o portão, um outro veículo bateu em sua traseira: ele saiu para ver o que tinha acontecido e foi baleado com três tiros.

Pane Seca

Neste ano Fabrízzio havia denunciado ao Ministério Público que alguns postos de combustíveis estariam fraudando a quantidade de combustível no momento do abastecimento. A partir das informações, o Diep (Departamento de Inteligência] do Estado do Paraná) abriu investigação e deflagrou a Operação Pane Seca – dois dias depois da morte do fiscal.

Entre os presos pela Polícia Civil estava Onildo, que ficou detido por cinco dias em março. Na época não havia qualquer indício de participação do empresário na morte do fiscal.

Defesa

Durante sua apresentação no domingo, Onildo Chaves de Cordova II negou a fraude nas bombas de combustíveis e se disse inocente sobre o assassinato de Fabrízzio. “Nunca tive interesse, nunca o conheci e quem vê a minha história vai saber que eu jamais tive nem sequeruma queixa de nada. Fui vereador [de Mandirituba], uma pessoa exemplar dentro da sociedade. Nunca
tive nem sequer uma multa de trânsito, quem dirá ser mandante de um crime absurdo desses”, justificou.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="428389" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]