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Já imaginou usar o seu rosto como um cartão de crédito, para fazer compras e andar de ônibus?

Com Metro CuritibaImagine chegar ao trabalho e, em vez de ter um cartão para passar pela catraca, ter um sistema de reco..

Guilherme Grandi - 14 de março de 2017, 15:37

A tecnologia de reconhecimento facial para pagamentos está sendo desenvolvida na China por grandes empresas, como Baidu, Alipay e Face++. (foto: New China)
A tecnologia de reconhecimento facial para pagamentos está sendo desenvolvida na China por grandes empresas, como Baidu, Alipay e Face++. (foto: New China)

Com Metro Curitiba

Imagine chegar ao trabalho e, em vez de ter um cartão para passar pela catraca, ter um sistema de reconhecimento

facial que imediatamente te identifica e libera sua entrada. Ou, ao fazer uma compra, não utilizar seu cartão de crédito, mas somente seu rosto. Parece impossível? Não é mais.

Um software que pode fazer tudo isso está sendo desenvolvido e foi até reconhecido pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, como uma das 10 tecnologias mais inovadoras deste ano. A ideia não é nova, já existem programas de reconhecimento facial, mas os avanços na área de inteligência artificial agora permitem obter um nível de precisão muito maior nos reconhecimentos, tornando-os mais práticos e expandindo seus usos.

O novo software, que funcionará como um scanner de rosto, já está sendo desenvolvido e testado na China por algumas empresas trabalhando em conjunto, entre elas, a Baidu, Alipay e a Face++. Apesar disso, o equipamento ainda deve demorar para ser concluído por ter de ser o mais preciso possível.

Segundo a Baidu, a tecnologia será tão sofisticada que o software ficará melhor dos que os humanos em identificar rostos. Com isso, a ideia é substituir ingressos e bilhetes (de cinema, teatro, metrô, ônibus), cartões magnéticos e cartões de crédito. No entanto, o MIT aponta que, de tão preciso, o software pode se tornar invasivo e desencorajar as pessoas. “Na China, existem quantidades enormes de câmeras de vigilância. Esse tipo de tecnologia serviria para esconder a vigilância do Estado com um programa que nos deixa pagar nossas compras com o nosso rosto”, disse o editor da revista de tecnologia do MIT, Brian Bergstein.

“Eu não sei o quanto ele seria aceito. E talvez nós devêssemos mesmo ficar desconfiados”, disse.