José Dirceu tem prazo prorrogado para se apresentar em Curitiba

Francielly Azevedo e Vinicius Cordeiro


José Dirceu teve o prazo prorrogado para se apresentar à Polícia Federal, em Curitiba. 

A PF não confirmou oficialmente a informação à reportagem, mas declara que está no aguardo do ex-ministro. Já o advogado de defesa, Roberto Podval, declarou à reportagem que não vai comentar o assunto.

O primeiro prazo, estipulado pelo juiz federal Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, dava até às 16h desta sexta-feira (17). Agora, a expectativa é que o petista se entregue de noite.

De acordo com o G1, Dirceu está em viagem para a capital paranaense. De carro, ele teria saído de Brasília, onde mora, ainda pela manhã. Dessa forma, ele não é considerado foragido por ter manifestado disposição em se apresentar.

O CASO

A Justiça Federal mandou prendê-lo novamente após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negar um recurso da defesa do ex-ministro, que pedia a prescrição de pena na segunda condenação dele na Lava Jato. O colegiado manteve a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de 8 anos, 10 meses e 28 dias. Em fevereiro deste ano, a defesa do ex-ministro já tinha tentado reduzir a pena imposta pela justiça, sem sucesso.

José Dirceu ficou preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017. Em maio de 2018, depois de esgotados os recursos no TRF4 sobre sua primeira condenação, ele foi preso mais uma vez. Porém, no fim de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter ele solto. Desde então ele cumpria pena em liberdade.

O ex-ministro foi condenado pela Operação Lava Jato no caso de corrupção da Petrobras, acusado de envolvimento no pagamento de propina em contratos superfaturados da petroleira com a empresa Apolo Tubulars, entre 2009 e 2012.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), foram repassado R$ 7.147.425,70 para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, e parte a José Dirceu.  Para disfarçar o caminho do dinheiro, Dirceu e o irmão teriam usado a empresa construtora Credencial para receber valor de cerca de R$ 700 mil, tendo o restante sido usado em despesas com o uso de aeronaves em mais de 100 vôos feitos pelo ex-ministro.

O irmão de Dirceu, segue preso. Ele e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, além dos sócios da construtora Credencial, Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, são réus na mesma ação penal e também tiveram os embargos declaratórios negados.

*** matéria atualizada às 16h33

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.