Juiz mantém prisão de Paulo Bernardo

Redação


Por mais que a senadora Gleisi Hoffmann tem se esforçado, inclusive com pronunciamento no Senado, sustentando que seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo é inocente, o juiz Paulo Bueno de Azevedo analisou recurso da defesa de Paulo Bernardo e decidiu manter a prisão preventiva, após a audiência de custódia do advogado Guilherme Gonçalves.

Na audiência, Gonçalves decidiu falar sobre o caso e acabou confirmando que pagava despesas de Paulo Bernardo. As versões de ambos coincidem.

Leiam os principais trechos do despacho do juiz Bueno, o Sérgio Moro de São Paulo, segundo O Antagonista.

“Ainda não foram apresentadas provas documentais de algumas das questões alegadas, como, por exemplo, uma perícia que demonstraria que os valores da Consist ficaram com o advogado investigado.”

“Contudo, o próprio investigado Guilherme, em dado momento, parece ter admitido que, às vezes, o Fundo Consist pagava algumas despesas para ‘PB’, que seria Paulo Bernardo.”

“Na sua alegação, isto não seria algo ilícito, porém prática comum de seu escritório, que seria especializado em questões eleitorais.Estamos diante, portanto, de um fato que pode ter múltiplas interpretações, qual seja, o pagamento para Paulo Bernardo retirado do Fundo Consist.”

“Ademais, em dado momento da audiência de custódia, o investigado Guilherme Gonçalves, que espontaneamente falava sobre o caso, disse que teria concordado com uma redução no valor de seus honorários.”

“Pareceu um pouco estranho ao Juízo que o investigado estivesse prestando um serviço absolutamente regular e, de inopino, concordasse com a redução dos valores, máxime quando os indícios por ora demonstram que a redução dos valores se deu justamente por ocasião da saída de Paulo Bernardo do Ministério do Planejamento. Nem se diga que a versão de Guilherme de Salles Gonçalves já confirma plenamente a de Paulo Bernardo.”

“Ao menos por enquanto entendo que os indícios de materialidade e autoria delitiva subsistem nos autos, bem como os requisitos cautelares da prisão preventiva dantes mencionados. Note-se, ainda, que conforme Guilherme de Salles Gonçalves mencionou, encontrou-se com Paulo Bernardo na Polícia Federal e as negativas dos fatos por ambos é algo natural, diante dos indícios que apontam que eles atuaram conjuntamente no alegado esquema.”

“Diante do exposto, após o depoimento de Guilherme de Salles Gonçalves, não vislumbro, ao menos por ora, razões para rever a decisão de manutenção da prisão preventiva de Paulo Bernardo. Portanto, mantenho a prisão preventiva de Paulo Bernardo, sem prejuízo de análise de eventual petição escrita a ser apresentada pela defesa técnica.”

 

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