Justiça aceita denúncia contra acusados do assassinato do fiscal de combustíveis

Francielly Azevedo


Com CBN Curitiba

A Justiça acatou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o empresário preso por planejar a morte do fiscal de combustíveis, Fabrizzio Machado da Silva. A vítima foi assassinada em março deste ano. Além do mandante, outras três pessoas que participaram do crime também foram acusadas formalmente por homicídio qualificado.

As prisões temporárias dos acusados foram convertidas em prisão preventiva, conforme a decisão da juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba. O objetivo é garantir a ordem pública e a segurança da instrução criminal.

A vítima investigava fraudes em postos de combustíveis e foi alvo de uma emboscada. A decisão judicial considerou o fato de que ele foi assassinado por conta do trabalho que exercia.

Conforme a denúncia, o empresário contratou uma pessoa para executar o crime. Outras duas deram apoio ao plano. Os acusados fizeram rondas na região da residência da vítima como parte do planejamento do assassinato. O carro utilizado pelo homem que atirou contra Fabrizzio foi encontrado queimado.

O crime

O empresário foi assassinado por volta de 22h do dia 23 de março quando chegava de carro em casa, no bairro Capão da Imbuia. O autor do crime bateu na traseira do carro do fiscal. Ao descer do veículo para saber o que tinha acontecido, Fabrízzio foi baleado na cabeça.

Uma ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionada, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. O empresário morreu antes da chegada do serviço médico. Toda ação foi registrada por câmeras de segurança.

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Um dia depois, policiais encontraram um veículo incendiado, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O carro era roubado e possuía as mesmas características do que foi utilizado pelo assassino.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

 

Fraudes nos combustíveis

Fabrizzio era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCF). O empresário atuava junto ao poder público para identificar empresas que adulteravam as bombas e a composição da gasolina em São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Dois dias após o assassinato, em 26 de março, a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Pane Seca. A ação resultou na interdição de nove postos de combustíveis de Curitiba e região metropolitana. Seis pessoas foram presas e outras seis permanecem foragidas. Outros mandados foram cumpridos, no dia 29 de março, na segunda etapa da operação.

A fraude consistia na instalação de dispositivos nas bombas que interrompiam o fluxo de combustível sem interromper a medição da quantidade de litros a ser paga pelo consumidor.

 

 

 

 

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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