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Justiça autoriza que policiais acusados de tortura voltem a exercer atividades administrativas

Os policiais acusados de torturarem quatro suspeitos da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, em 2013..

Fernando Garcel - 23 de setembro de 2016, 11:33

Os policiais acusados de torturarem quatro suspeitos da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, em 2013, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, foram autorizados a retornar às atividades administrativas pela Justiça.

A decisão da Justiça atende a um pedido das defesas e da Delegacia Geral da Polícia Civil. Na época, o delegado Silvan Rodney Pereira, que era o titular da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, além de 10 investigadores e um policial militar foram afastados do cargo acusados de terem torturado quatro funcionários de um parque de diversões de Colombo que foram presos sob a suspeita de terem estuprado e matado a adolescente.

Depois da prisão dos acusados, o Ministério Público passou a investigar o caso e acusou os policiais civis e o militar de terem torturado os rapazes na delegacia para que eles confessassem o crime. A denúncia levou à prisão dos investigadores e do delegado, e em seguida, ao afastamento das funções públicas. Agora, a nova decisão judicial revogou parcialmente a medida cautelar de afastamento das funções, autorizando os policiais a cumprirem atividades administrativas.

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O advogado de defesa dos policiais, Cláudio Dalledone, afirma que os suspeitos inverteram a situação. “Aproveitaram que foram castigados por detentos dentro da cadeia após assumirem que estupraram a Tayná e aproveitaram isso para culpar os policiais, tentando inverter a situação”, afirmou em entrevista ao Paraná Portal.

O caso

Após dois dias desaparecida, Tayná Adriane da Silva foi encontrada morta em um terreno baldio em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, em junho de 2013. Quatro homens, funcionários de um parque de diversões que estava instalado no local, foram presos. Na época, a polícia informou que eles confessaram que estupraram e mataram a garota.

No mesmo dia, moradores da região invadiram e atearam fogo no parque de diversões.

Dois dias depois, uma perita da Polícia Científica afirmou que não foram encontrados indícios de estupro no corpo da menina. Toda a equipe que estava responsável pela investigação do caso foi afastada e, em seguida, houve a denúncia de que a confissão do crime (dos quatro suspeitos) havia sido feita sob tortura e 14 pessoas foram presas, entre elas policiais e delegados envolvidos no caso.

Foi encontrado sêmen na calcinha de Tayná, mas não é compatível com nenhum dos suspeitos envolvidos no caso, de acordo com os exames de DNA realizados.

O corpo de Tayná foi exumado e passou por exames para solucionar questões pendentes durante a investigação. O caso segue em segredo de justiça e os quatro suspeitos da morte da garota estão no Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita).

O caso da morte de Tayná ainda não foi solucionado.