Laudo aponta que não há indícios de violência em vítima de estupro do Rio

Redação


O laudo da perícia sobre o caso do estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro aponta que não há indícios de violência. Segundo o documento, a demora da vítima em procurar a polícia e fazer o exame foi determinante para que não fossem encontrados sinais de violência. A jovem foi examinada quatro dias após o crime.

Sobre o laudo, a polícia teria adiantado que o organismo da pessoa pode se recuperar da violência de dois a vinte dias. Uma entrevista coletiva deve explicar com detalhes o laudo na tarde desta segunda-feira (30).

Além do corpo de delito, o vídeo divulgado nas redes sociais também foi analisado. De acordo com a primeira edição do Bom Dia Rio, o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, disse que a perícia do vídeo trazem respostas que “contrariam o senso comum”. Por telefone, Veloso afirma que “não há conjunção carnal naquele vídeo. O vídeo, ali, não é prova suficiente como tem sido dito. Ele não é prova suficiente para identificar 33 pessoas. Não há vestígios de sangue nenhum que se possa perceber pelas imagens que foram registradas”, diz.

As investigações agora são comandadas pela DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima). “A medida visa evidenciar o caráter protetivo à menor vítima na condução da investigação, bem como afastar futuros questionamentos de parcialidade no trabalho”, segundo a assessoria da Polícia Civil.

A investigação passa a ser conduzida pela delegada Cristiana Bento, no lugar de Alessandro Thiers, titular da Delegação de Repressão aos Crimes de Informação (DRCI). A mudança atende ao pedido da advogada da vítima, Eloísa Samy, que recorreu à Justiça do Rio e ao Ministério Público com o argumento de que a adolescente foi intimidada pelo delegado durante os depoimentos prestados na sexta-feira (27). A advogada também não defende mais a vítima. A jovem está sob cuidados da Secretaria de Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

Previous ArticleNext Article