Lei Rouanet, o ovo da serpente, tem que ser revista, diz suplente de senador, Joel Malucelli.

Redação


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A Lei Rouanet, principal mecanismo de financiamento e incentivo à cultura do país, tem que ser revisada. Quem afirma é o empresário e suplente de senador, Joel Malucelli, ao esclarecer que não se trata de “criminalizar” o artista, mas coibir a banalização deste artifício que só beneficia famosos e poderosos. A maioria dos artistas, escritores, atores anônimos, enraizados em bairros  de metrópoles e pequenas cidades, jamais terão chances de ter um projeto cultural patrocinado pelo governo federal. É por isso que, agora, os artistas, cantores e atores de teatro e telenovelas estão chiando, criticando o possível fim da mamata, diz Malucelli. “Não posso acreditar que o governo, ao invés de arrecadar mais para saudar a enorme dívida pública, passe a torrar dinheiro – renúncia fiscal – com projetos bizarros como, por exemplo, o documentário “O Vilão da República”, que conta a vida do presidiário José Dirceu e que teve financiamento de R$ 1,5 milhão. Ou, a turnê do cantor Luan Santana que custou aos cofres públicos R$ 4,1 milhões. Tem mais: Cláudia Leite, com  incentivos aprovados de R$ 5,8 milhões e até a porquinha britânica, Peppa Pig, com R$ 1,770 milhão e o musical Sherek com R$ 17,8 milhões”. Podem tem certeza de que deve ter saído dos cofres do governo, dinheiro para pagar livros de “borboletas”, “formiga tanajura” e “grilo verde”. Segundo Malucelli, se assumir o Senado vai estudar uma maneira de rever esta vergonhosa lei.

 

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