Leilão de luxo do “Barão das drogas” tem carrões e vinhos de até R$ 15mil

Jordana Martinez


Carros importados,  artigos de luxo, vinhos avaliados em até 15 mil reais estão entre os bens mais valiosos apreendidos com o homem apontado maior traficante da América Latina, que ficou conhecido como o “Barão das Drogas”.

A Justiça Federal autorizou a alienação judicial dos bens de Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, preso no início de julho de 2017, em Sorriso, no Mato Grosso. O leilão está marcado para o dia 19 de setembro, às 10h00, em Curitiba. A arrecadação estimada pode chegar em R$300.000,00.

Entre as mercadorias estão carros de luxo como uma Mercedes Benz CLA, uma moto Kawasaki Z800, mais de 30 garrafas de vinhos com preços avaliados entre mil e 15 mil reais, whisky’s de edições especiais e bolsas das marcas Prada Milano, Salvatore Ferragamo e Louis Vuitton.  

Para participar os interessados deverão ofertar lances exclusivamente pela internet no site https://topoleiloes.com.br/, desde que previamente cadastrados no prazo de até 24 horas antes do início da data agendada. 

Maior traficante da América Latina

Luiz Carlos da Rocha estava entre os traficantes mais procurados pela PF e Interpol na América do Sul. A soma das condenações proferidas pela Justiça Federal  passa de 50 anos de prisão.

Por mais de três décadas, Cabeça branca esteve no topo da lista dos criminosos mais procurados do país. Sozinho era responsável por abastecer mensalmente com pelo menos cinco toneladas de cocaína, de alto grau de pureza, países na Europa, na África e nos Estados Unidos.

Considerado pela Polícia Federal como um grande empresário do narcotráfico e chamado de Pablo Escobar brasileiro, agora está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, longe do luxo da vida milionária.

Foto: Divulgação PF

Foto: Divulgação PF

O grupo criminoso capitaneado por Cabeça Branca operava como uma estrutura empresarial, controlando e agindo desde a área de produção em regiões inóspitas e de selva em países como a Bolívia, Peru e Colômbia, até a logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil, fixando-se também em áreas estratégicas próximas aos principais portos brasileiros e grandes centros de consumo, dedicando-se à exportação de cocaína para Europa e Estados Unidos. Também foi apurado que Luiz Carlos da Rocha é um dos principais fornecedores de cocaína para facções criminosas paulistas e cariocas. Estima-se que a quadrilha liderada por ele era responsável pela introdução de 5 toneladas de cocaína por mês em território nacional com destino final ao exterior e Brasil.

Segundo as investigações, a cocaína era transportada em aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores Colômbia, Peru e Bolívia, utilizando-se do espaço aéreo venezuelano com destino para fazendas no Brasil, na fronteira entre os estados do Pará e Mato Grosso. Depois de descarregada dos aviões do narcotráfico, a cocaína era colocada em caminhões e carretas, com fundos falsos especialmente preparados para o transporte da droga, cujo destino era o interior do estado de São Paulo para distribuição para facções criminosas paulista e carioca, ou o Porto de Santos/SP, de onde era exportada para Europa ou Estados Unidos.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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