Traficante ‘Zoza’ de Londrina é condenado a 75 anos de prisão

Fernando Garcel


Um homem foi condenado a 75 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Londrina, no Norte do Paraná, em um julgamento que durou mais de 15 horas. Edson dos Santos Rodrigues, de 38 anos, mais conhecido como Zoza, foi acusado de mandar matar cinco pessoas no Paraná, entre 2011 e 2012, de dentro da cadeia do Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e foi um dos maiores traficantes da cidade.

A juíza Elisabeth Khater também condenou outros três réus entre 21 a 49 anos de detenção. Um quinto acusado está foragido. Todos os réus responderam por crimes de homicídio, tentativa de homicídio, associação para o tráfico de drogas, financiamento para o tráfico de drogas e corrupção de menores. Na acusação, o Ministério Público do Paraná (MPPR) também apresentou qualificadores para os crimes de homicídio.

De acordo com o MPPR, Zoza teria dado a ordem para que os outros réus, integrantes do grupo que comandava o tráfico de drogas na região, matassem criminosos rivais. Quatro dos cinco alvos de Zoza morreram. Na época, o acusado já cumpria prisão pelo assassinato de uma criança de 11 anos e uma tentativa de homicídio.

Depois da sentença, Zoza foi transferido para a foi transferido para um presídio de Londrina e deve retornar para a penitenciária de Mossoró (RN), onde cumpre está preso atualmente.

Julgamento

CapturarPara garantir a segurança, policiais militares do Choque do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), por meio da Companhia de Choque, ficaram do lado de fora. Dentro, além dos policiais, agentes penitenciários federais também acompanharam o julgamento. Antes do julgamento, todos os réus ficaram algemados à pedido da magistrada.

Antes do início do depoimento de Zoza, a defesa do réu pediu a suspensão da sessão e o afastamento da magistrada do caso. De acordo com a defesa, desde o início, ela não teria dado tempo para que os advogados falassem com o acusado. Os advogados dos demais acusados também apresentaram requerimentos para adiar o julgamento, mas foram negados pela magistrada.

O depoimento de Zoza durou aproximadamente quarenta minutos. Ele falou sobre a infância, a entrada para o mundo do crime e sobre o tráfico de drogas, mas negou ser o mandante dos assassinatos. “Não existe nenhuma prova material, não existe testemunha ocular, não existe nada como prova segura. As testemunhas que falaram na delegacia, em juízo, nem foram trazidas à plenário porque elas não confirmaram a acusação”, declarou o advogado André Salvador.

Outros três réus da ação prestaram depoimento após Zoza. Um dos acusados, Jefferson Rangel Arruda, está foragido. Todos negaram a participação nos crimes.

Defesa

A defesa de Zoza adiantou que vai pedir a anulação do julgamento. “Tendo em vista a parcialidade da juíza e como ela vem conduzindo o julgamento desde o início, fazendo vários comentários e interferências. Com certeza, o Tribunal de Justiça vai anular esse julgamento”, afirmou Salvador.

 

 

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