Começam audiências para investigar morte de fiscal de combustível

Andreza Rossini


O Tribunal do Júri começa às 15 horas desta quinta-feira (24), a audiência de instrução do julgamento dos os três acusados pela morte do fiscal Fabrizzio Machado da Silva, que era presidente da Associação Brasileira de Combate à Fraude de Combustíveis.

Fabrizzio foi morto no dia 23 de março deste ano, enquanto participava de uma operação para investigar fraudes em postos.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, serão três dias de audiência, com 30 testemunhas a serem ouvidas, tanto de acusação quanto da defesa dos réus.

As próximas sessões estão marcadas para os dias 18 e 19 de setembro.

Segundo o secretário de segurança Wagner Mesquita, o mandante do crime é dono de quatro postos de combustíveis. O autor dos disparos teria recebido cerca de R$ 20 mil reais, além de uma parcela em drogas, para efetuar o crime. Já o terceiro detido, ajudou no planejamento do assassinato.

O crime

O empresário foi assassinado por volta de 22h do dia 23 de março quando chegava de carro em casa, no bairro Capão da Imbuia. O autor do crime bateu na traseira do carro do fiscal. Ao descer do veículo para saber o que tinha acontecido, Fabrízzio foi baleado na cabeça.

Uma ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionada, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. O empresário morreu antes da chegada do serviço médico. Toda ação foi registrada por câmeras de segurança.

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Um dia depois, policiais encontraram um veículo incendiado, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O carro era roubado e possuía as mesmas características do que foi utilizado pelo assassino.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Fraudes nos combustíveis

Fabrizzio era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCF). O empresário atuava junto ao poder público para identificar empresas que adulteravam as bombas e a composição da gasolina em São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Dois dias após o assassinato, em 26 de março, a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Pane Seca. A ação resultou na interdição de nove postos de combustíveis de Curitiba e região metropolitana. Seis pessoas foram presas e outras seis permanecem foragidas. Outros mandados foram cumpridos, no dia 29 de março, na segunda etapa da operação.

A fraude consistia na instalação de dispositivos nas bombas que interrompiam o fluxo de combustível sem interromper a medição da quantidade de litros a ser paga pelo consumidor.

 

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