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Mostra revela acervo documental de Garfunkel, com mais de 60 obras

Com Metro CuritibaUm dos pioneiros do impressionismo no Paraná, Paul Garfunkel, ganha exposição inédita no Museu Guido V..

Guilherme Grandi - 14 de março de 2017, 14:03

Pioneiro do impressionismo no Paraná, Paul Garfunkel era conhecido como
‘Debret do século XX’. (foto: reprodução)
Pioneiro do impressionismo no Paraná, Paul Garfunkel era conhecido como ‘Debret do século XX’. (foto: reprodução)

Com Metro Curitiba

Um dos pioneiros do impressionismo no Paraná, Paul Garfunkel, ganha exposição inédita no Museu Guido Viaro nesta quinta-feira (16). A exposição ‘Paul Garfunkel – Pintor Viajante’ traz mais de 60 obras selecionadas pelo curador Antônio Carlos Abdalla, que se debruçou sobre o acervo da família para encontrar muitas obras que jamais foram expostas, entre óleos, aquarelas e desenhos.

Abdalla se maravilhou com a exposição do pintor que foi realizada no Museu Oscar Niemeyer (MON) em 2009, e a partir daí ele procurou a família do artista para montar uma exposição única. “Ele foi muito minucioso. Mergulhou nas obras do meu avô e emoldurou as obras que nunca tinham sido expostas”, conta o neto do pintor, Luca Rischbieter, que foi curador da mostra do MON em 2009.

“Ele era apaixonado pelo cotidiano, e a todo lugar que ia, levava seu caderninho para registrar as

pessoas, os animais e os cenários. É um verdadeiro registro das décadas de 40 e 50”, relata Rischbieter. Garfunkel nasceu na França em 1900, se mudou para o Brasil em 1927 e se instalou no Estado de São Paulo. Chegou a morar no

interior do Paraná, mas passou a maior parte da vida em Curitiba, onde morou até a sua morte, em 1981. Foi na capital paranaense que ele se tornou pintor em tempo integral, e ficou conhecido como o ‘Debret do século XX’.

“A referência a Debret é justamente por esse teor documental que os dois imprimiam em suas obras”, conta Rischbieter. Os traços leves de aquarela conferem uma identidade única às obras do pintor. “Ele era apaixonado pelo

Brasil, pelas pessoas, pelos animais e pelo cotidiano. A luz de Curitiba era uma de suas maiores inspirações”,

afirma Rischbieter.

De acordo com o neto do pintor, é muito simbólica a escolha do museu da mostra, já que Garfunkel e Viaro eram colegas de profissão e amigos. “Viaro foi um dos incentivadores do trabalho de Garfunkel”, conclui Rischbieter.

Serviço:

‘Paul Garfunkel – Pintor Viajante’

A partir de quinta (16h), às 19h30, no Museu Guido Viaro

Rua XV de Novembro, 1.348, Centro

Horário de visitação: terça a sábado, 14h às 18h.

Entrada gratuita